O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) deve definir nesta terça-feira se abre um processo administrativo contra o ministro Paulo Medina, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O ministro é acusado de suposto envolvimento com a máfia que comprava sentenças para favorecer casas de bingo e caça-níqueis.
O corregedor nacional da Justiça e conselheiro do CNJ, ministro Cesar Asfor Rocha, apresentará o resultado da sindicância realizada pelo conselho na qual foram analisadas as denúncias envolvendo Medina. As conclusões serão julgadas pelos 15 integrantes do conselho.
Investigações realizadas pela PF (Polícia Federal), durante a Operação Hurricane, levantam suspeitas de que Medina integraria a máfia dos caça-níqueis e venderia sentenças favoráveis a bicheiros.
Paralelamente, o STJ examina se vai instaurar uma sindicância interna –conduzida pelos ministros Gilson Dipp, Denise Arruda e Maria Thereza Assis Moura. Eles têm até o final de agosto para definir se há ou não elementos para investigar Medina.
Entre as decisões de Medina apontadas como suspeitas pela PF e pelo Ministério Público Federal está uma liminar que liberou no ano passado 900 máquinas caça-níqueis, que tinham sido apreendidas em Niterói (RJ).
Por enquanto, Medida está afastado de suas atividades, mas continua recebendo seu salário de R$ 23.275.