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Justiça britânica autoriza extradição para os EUA do imã radical Abu Hamza

Justiça britânica autoriza extradição para os EUA do imã radical Abu Hamza

A justiça britânica autorizou hoje a extradição para os Estados Unidos do imã radical de origem egípcia Abu Hamza al-Masri, preso desde 2004 na Inglaterra, que o acusa de "propagar o ódio racial" e "incitar o assassinato".

A justiça britânica autorizou hoje a extradição para os Estados Unidos do imã radical de origem egípcia Abu Hamza al-Masri, preso desde 2004 na Inglaterra, que o acusa de “propagar o ódio racial” e “incitar o assassinato”.

Os Estados Unidos o incriminam por envolvimento em conspiração global para incentivar “a guerra santa” contra seu país e outros Estados ocidentais.

Hamza, de 48 anos, perdeu o olho esquerdo e sua mão direita foi substituída por um gancho de ferro, pelo que a imprensa popular o apelida de “Capitão Gancho”.

O ex-imã da mesquita salafista de Finsbury Park, no norte de Londres, permanecerá na prisão de máxima segurança até que o ministério do Interior ratifique a decisão de extradição tomada hoje pelo juiz Timothy Workman.

Hamza foi detido na capital britânica em maio de 2004, depois de um pedido encaminhado pelas autoridades americanas.

O clérigo, que afirmava em seus sermões que “a jihad pode ser feita em qualquer país em que se vive”, foi sentenciado em fevereiro passado pela justiça britânica a sete anos de prisão, por seus sermões que ensinavam a assassinar e fazer sangrar os inimigos do islã.

“Imaginem que possuam apenas uma faca pequena”, disse. “Têm que apunhalar repetidas vezes até fazer o infiel morrer sangrado”.

O imã era considerado por muitos muçulmanos em Londres seu guia espiritual, e seu julgamento foi o primeiro na Grã-Bretanha contra uma figura muito conhecida da comunidade muçulmana.

Se for confirmada a entrega de Hamza às autoridades dos Estados Unidos, poderá ser acusado, além disso, de dar apoio à rede terrorista Al-Qaeda e de envolvimento no seqüestro de 16 reféns ocidentais no Iêmen, em 1998.

Também é acusado de ajudar na criação de um campo de treinamento para extremistas em Oregón (noroeste dos EUA) e de financiar viagens de eventuais terroristas ao Oriente Médio para receber treinamento.

O advogado de Hamza, Alun Jones, quer fazer com que seu cliente seja julgado no Reino Unido uma vez que, nos Estados Unidos, iria para uma prisão no Colorado conhecida como “o Alcatraz das montanhas rochosas”.

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