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MP pede demissão de parentes de Requião

MP pede demissão de parentes de Requião

Foi em março do ano passado que o diretório estadual do Partido Popular Socialista (PPS) fez o pedido ao Ministério Público (MP) para que questionasse o governo estadual sobre os casos de nepotismo.

Foi em março do ano passado que o diretório estadual do Partido Popular Socialista (PPS) fez o pedido ao Ministério Público (MP) para que questionasse o governo estadual sobre os casos de nepotismo. Depois de quase um ano e meio, ou mais exatamente dezessete meses, o MP finalmente resolveu entrar, na última sexta-feira, com uma ação civil pública exigindo que sejam demitidos todos os parentes em até terceiro grau do governador, vice-governador e secretários de Estado que estejam contratados em cargos comissionados, de indicação política. Na ação, os promotores também querem garantir também uma multa diária de R$ 2 mil caso os membros do governo insistam em manter seus parentes nos cargos.

O processo está tramitando na 1.ª Vara da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça, onde correm duas outras ações contra o nepotismo no governo. Inicialmente os promotores deram prazo até o último dia 12 de julho para que o governo demitisse os parentes do governador e secretários, mas nada aconteceu. A lista dos demissionários relaciona nove nomes, entre eles Maristela Requião, diretora do Museu Oscar Niemeyer e esposa do governador; os irmãos do peemedebista, Eduardo Requião, superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina e Maurício Requião, secretário de Educação; o sobrinho João Arruda Júnior, diretor da Cohapar; e o sobrinho Paikan Salomon de Mello e Silva.

A ação do MP pede a exoneração de todos familiares que tiveram ou não seus nomes citados e que trabalham em cargos de confiança do governo e quer também a proibição de novas contratações de parentes no futuro. O processo é assinado pelos promotores Maurício Cirino dos Santos e Terezinha Signorini, do Centro de Apoio às Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público. A Casa Civil informou que, por enquanto, o governo do estado não vai se pronunciar.

Para o líder do PPS no Paraná, Rubens Bueno, “o bom senso e a sociedade venceram o procurador geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, que trabalha como se fosse membro do governo de Requião”, acusa. Para Bueno, não há qualquer explicação plausível para uma demora de quase um ano e meio para que o MP entrasse com uma ação na Justiça sobre um tema que já é de conhecimento público há muito tempo. “Não há nada que justifique tamanho atraso. A questão do nepotismo no governo paranaense já era pra estar resolvida”, analisa. Rubens Bueno acredita que Riquelme utilizou todas as artimanhas possíveis para arrastar o processo, até que não teve mais saída. De acordo com a assessoria do MP, nenhum promotor iria comentar o processo ou os motivos da demora para encaminhar a ação sobre o nepotismo ao Tribunal de Justiça do Paraná.

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