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Insatisfeita, família de Jean Charles ainda espera por justiça

Insatisfeita, família de Jean Charles ainda espera por justiça

A família de Jean Charles de Menezes ficou feliz com a condenação da Scotland Yard, mas espera mais. Para eles, a "justiça ainda não foi feita".

‘Puniram o carro, mas deixaram o motorista livre’, diz primo do brasileiro, de Londres, ao G1.

Scotland Yard foi considerada culpada e condenada a pagar uma multa.

A família de Jean Charles de Menezes ficou feliz com a condenação da Scotland Yard, mas espera mais. Para eles, a “justiça ainda não foi feita”.

Nesta quinta-feira (1), a polícia britânica foi declarada culpada de ter infringido as regras de segurança no caso da morte do brasileiro em uma estação de metrô de Londres após os atentados de 2005, ao término do julgamento realizado no tribunal de Old Bailey, em Londres.

O juiz instrutor do processo, Richard Henriques, impôs o pagamento de uma multa de 175 mil libras (cerca de R$ 632 mil) e dos custos judiciais, de 375 mil libras (aproximadamente R$ 1,3 milhões). A Scotland Yard ainda irá recorrer.

“Agora, como no caso da (princesa) Diana, vamos entrar com um inquérito que vai ser mais detalhado e mostrar quem realmente errou. Neste processo, as principais testemunhas não foram ouvidas, como os civis que estavam no metrô e os policiais que atiraram no Jean”, contou Alex Pereira, primo de Jean Charles, por telefone, de Londres, ao G1. O novo processo deve começar em abril de 2008.

A justiça ainda não foi feita. Puniram o carro, mas deixaram o motorista livre”, comparou Pereira.

Para ele, a multa não é punição. “O dinheiro vai para o Estado, mas quem dá o dinheiro para a instituição é o próprio Estado. E o dinheiro sai dos nossos bolsos”, disse.

Conforme Pereira, a mãe de Jean, que mora na cidade mineira de Gonzaga, “ficou feliz” com a condenação.

Alex comentou ainda que foi “ridícula” a acusação feita pelos advogados da Scotland Yard, que disse que foi encontrado traços de cocaína no sangue do brasileiro morto pelos policiais.

“Pedimos uma segunda autópsia do corpo do Jean, mas não foi possível. O exame coletado pela polícia não é confiável e não dá para comprovar que foi uso de cocaína. Pode ser de um remédio ou qualquer outra coisa”, comentou.

Para Pereira, os policiais ainda não mostraram a foto do terrorista. A polícia chegou a colocar lado a lado os rostos do brasileiro com o do etíope para tentar encontrar alguma semelhança. “No dia, o etíope ainda estava de barba”, contou o primo de Jean Charles.

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