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Parentes de vítimas da Gol irão à Justiça por informações

Parentes de vítimas da Gol irão à Justiça por informações

Os parentes das vítimas do acidente com o Boeing 737-800 da Gol estão recorrendo à Justiça em busca de acesso a informações sobre as causas do desastre investigado pela Aeronáutica. No próximo mês, quando o Judiciário retorna do recesso, a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907 entrará na Justiça com um mandado de segurança para pedir dados da apuração. O Boeing caiu no norte de Mato Grosso dia 29 de setembro de 2006, depois de se chocar com um jato Legacy, causando a morte de 154 pessoas.

Os parentes das vítimas do acidente com o Boeing 737-800 da Gol estão recorrendo à Justiça em busca de acesso a informações sobre as causas do desastre investigado pela Aeronáutica. No próximo mês, quando o Judiciário retorna do recesso, a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907 entrará na Justiça com um mandado de segurança para pedir dados da apuração. O Boeing caiu no norte de Mato Grosso dia 29 de setembro de 2006, depois de se chocar com um jato Legacy, causando a morte de 154 pessoas.

Patrícia Abrahim Garcia, viúva de uma das 154 vítimas do desastre, entrou com mandado de segurança em 2006, mas teve o pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O advogado de Patrícia e de mais 26 parentes de vítimas do acidente, Leonardo Amarante, informou que vai recorrer da decisão em fevereiro. Com os dados, segundo Amarante, as famílias poderiam impulsionar o processo na justiça americana contra os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jan Paladino, e contra as empresas ExcelAire, proprietária do jatinho, e Honeywell, fabricante do transponder.

Para o presidente da associação, Jorge André Cavalcante, o ministro da Defesa, Waldir Pires, descumpriu o compromisso de manter os familiares informados. Segundo informações do STJ, o Ministério da Defesa negou pedido de informações e de cópias de documentos sobre as responsabilidades pelo acidente aéreo a Patrícia Garcia, decisão que foi mantida pelo tribunal ao negar o mandado de segurança. A assessoria de imprensa da Aeronáutica informou apenas que “em breve”, serão divulgados novos dados sobre as investigações e as famílias das vítimas terão acesso aos resultados previamente.

Investigação paralela

Além das informações da Aeronáutica, os familiares apostam também em uma investigação paralela feita pelo perito estrangeiro Hans Peter, que estará no Brasil entre os dias 16 e 20 deste mês. “Foi a investigação paralela que embasou a petição inicial em Nova York. Ele deve trazer novidades”, afirmou Amarante.

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