Cerca de cem pessoas invadiram sexta-feira a Herdade da Lameira, Silves, destruindo mais de um hectare de milho transgénico, na presença do proprietário, uma iniciativa promovida pelo recém-criado movimento ambientalista “Verde Eufémia”. Só a intervenção da GNR pôs fim à acção dos activistas.
A patrulha da GNR que interveio, não fez detenções mas identificou os responsáveis pela acção e como tal, reuniu os elementos necessários para a abertura de um inquérito, conforme disse sábado à Lusa fonte da GNR de Portimão.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, já esclareceu que os activistas vão ter de responder pelo «crime de dano, que está previsto no código penal».
«É bom reafirmar que a ordem jurídica é para valer, que os agentes da policiais estão atentos e actuaram com toda a prontidão e, por isso, os tribunais vão responsabilizar quem praticou esses actos ilícitos», salientou Rui Pereira.
Também Cavaco Silva espera que as autoridades cumpram a lei e apliquem um processo aos activistas. «A violação de propriedade privada é uma violação da lei e espero bem que as autoridades competentes não deixem de fazer as investigações necessárias», afirmou o presidente da República, em Albufeira.
O proprietário da herdade, João Menezes, que sofreu um «princípio de ataque cardíaco», vai apresentar hoje queixa no posto da GNR de Silves contra os elementos que participaram na acção.