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Juízes rejeitam decisão da Assembléia que suspendeu processo de deputado acusado de homicídio

Juízes rejeitam decisão da Assembléia que suspendeu processo de deputado acusado de homicídio

Os juízes da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL, responsável pelo Combate ao Crime Organizado, decidiram ontem não acatar a decisão da Assembléia Legislativa, que suspendeu o processo criminal contra o deputado Cícero Ferro (PMN), acusado de ser o autor intelectual da morte do vereador por Delmiro Gouveia, Fernando Aldo. Na quinta-feira, por 16 votos a 2, os deputados estaduais “absolveram” o parlamentar. Isso aconteceu porque a Assembléia Legislativa precisa autorizar previamente qualquer processo contra um dos seus 27 membros.

Os juízes da 17ª Vara Criminal de Maceió-AL, responsável pelo Combate ao Crime Organizado, decidiram ontem não acatar a decisão da Assembléia Legislativa, que suspendeu o processo criminal contra o deputado Cícero Ferro (PMN), acusado de ser o autor intelectual da morte do vereador por Delmiro Gouveia, Fernando Aldo. Na quinta-feira, por 16 votos a 2, os deputados estaduais “absolveram” o parlamentar. Isso aconteceu porque a Assembléia Legislativa precisa autorizar previamente qualquer processo contra um dos seus 27 membros.

Os magistrados explicam que o homicídio não tem nenhuma ligação com a efetividade do mandato e por isso não estaria contemplado no artigo que define a imunidade parlamentar. “Não aceitamos essa sustentação aprovada pela Assembléia. Nós não abrimos mão de continuar este processo”, disse o juiz. A posição dos juízes deve abrir uma guerra judicial em torno do assunto e ir parar no Tribunal de Justiça. Estava marcado para ontem um novo depoimento do deputado estadual, que não compareceu ao Fórum do Barro Duro devido à nova decisão.

Segundo o juiz José Braga Neto, essa interpretação feita pela defesa do deputado e por alguns integrantes da Assembléia não é válida. Para o magistrado, a decisão é unilateral e beneficia apenas Cícero Ferro. Braga Neto explicou que a imunidade parlamentar serve para proteger o mandatário durante a execução de suas atividades e não para crimes contra a vida. “Estão colocando todo tipo de crime dentro da imunidade. Pistolagem, crime de mando e formação de quadrilha não podem estar protegidos pelo imunidade”, afirmou.

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