seu conteúdo no nosso portal

Motoristas do IML de Curitiba são presos por cobrar para liberar corpo

Motoristas do IML de Curitiba são presos por cobrar para liberar corpo

Dois motoristas do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba foram presos na noite de quinta-feira (6), por volta das 23h50, suspeitos de cobrar indevidamente por serviços públicos. Paulo Marcos Tissot, de 36 anos, e Marcos José Camargo, 31, foram flagrados quando chegavam ao prédio do IML, na Avenida Visconde de Guarapuava.

Dois motoristas do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba foram presos na noite de quinta-feira (6), por volta das 23h50, suspeitos de cobrar indevidamente por serviços públicos. Paulo Marcos Tissot, de 36 anos, e Marcos José Camargo, 31, foram flagrados quando chegavam ao prédio do IML, na Avenida Visconde de Guarapuava.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (Sesp), uma família acionou o IML por volta das 22h de quinta-feira para que buscassem o corpo de uma mulher que morreu em casa. Ao chegarem ao local, os funcionários exigiram R$ 600 para transportar o corpo direto a uma funerária, sem precisar passar por perícia no IML.

De acordo com a secretaria, Tissot e Camargo teriam aterrorizado a família, afirmando que o procedimento proposto por eles seria mais simples, pois no IML o corpo da mulher teria que ser todo aberto. A Sesp informou ainda que os motoristas prometeram que um atestado de óbito, que precisa ser liberado por um médico, estaria incluído no valor cobrado.

Sem saber que estava sendo enganado quanto às informações dos motoristas, conforme a Sesp, o filho da mulher que morreu se dirigiu ao IML para informar que não poderia pagar a quantia pedida. O sub-interventor do IML, capitão William Kuczynski, foi informado do caso e, ao retornarem ao IML, os motoristas foram presos em flagrante. A secretaria ainda não sabe informar a identidade da família que acionou o IML. Agora, a polícia investiga se há mais vítimas do esquema.

Os dois funcionários do IML foram encaminhados, primeiramente, ao 1º Distrito Policial (DP), sendo transferidos para o Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Eles foram autuados e responderão processo por crime de concussão (crime praticado por funcionário público contra a administração, em geral por exigir para si ou para outrem vantagem indevida). Tissot e Camargo são funcionários do governo do estado e foram cedidos ao IML. De acordo com a Sesp, os motoristas devem ser excluídos do quadro geral. A pena para este tipo de crime pode variar de 2 a 8 anos de prisão.

Situação não é novidade

O caso envolvendo os dois motoristas pode não ter sido o único que aconteceu no IML de Curitiba. Segundo o coronel Almir Porcides Junior, interventor que assumiu a direção do instituto há dez dias, há suspeitas de que outras famílias tenham passado por situação semelhante.

“Estou há uma semana e meia (no IML), mas acho que isso já vinha acontecendo. Já tínhamos uma suspeita e isso se confirmou agora”, afirmou Porcides, explicando que a intervenção no IML era necessária principalmente para que casos desse tipo não voltassem a acontecer.

“Estamos levantando outros pontos que aconteciam aqui. No período que vamos ficar no instituto queremos pontuar o que está errado. Percebemos várias situações, algumas informações que vêm de dentro do IML, mas preferimos nos reservar para que as investigações não se percam”, explicou o coronel interventor.

Segundo Porcides, os motoristas presos podem ter sido cooptados por uma funerária. A primeira medida tomada pela nova diretoria do IML foi impedir a entrada dos carros de funerárias no pátio do instituto. “Queremos dar dignidade às famílias enlutadas, que não sejam mais achacadas. Nossa intenção é organizar o IML”, definiu.

A reportagem tentou o contato com o Sindicato das Funerárias do Estado do Paraná (Sesfepar), órgão que representa todas as funerárias de Curitiba, para comentar a suspeita levantada pela direção do IML, mas não houve resposta.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico