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Paraíso turístico era loteado por quadrilha

Paraíso turístico era loteado por quadrilha

A Operação Cartas Marcadas, realizada ontem pela Polícia Civil do Rio, desmontou um esquema de fraude em licenciamento ambiental nos municípios de Angra dos Reis e Paraty, dois dos principais pontos turísticos do Estado. Dos 29 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 19 foram cumpridos.

A Operação Cartas Marcadas, realizada ontem pela Polícia Civil do Rio, desmontou um esquema de fraude em licenciamento ambiental nos municípios de Angra dos Reis e Paraty, dois dos principais pontos turísticos do Estado. Dos 29 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 19 foram cumpridos. Entre os detidos, estão quatro fiscais da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e o vereador Carlos Augusto Pinheiro, o Carlinhos Santo Antônio (PMDB), ex-presidente da Câmara de Angra. Eles vão responder por formação de quadrilha, concussão e lavagem de dinheiro.

Mais de 150 policiais de 12 delegacias participaram da operação, que começou ainda pela madrugada. Os agentes estiveram em cinco municípios – Angra, Niterói, Rio Claro, Petrópolis e Rio de Janeiro – para cumprir os mandados. Ainda estão foragidos, segundo policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) os secretários municipais de Fazenda, Obras e Integração Governamental de Angra.

De acordo com os investigadores, o presidente da Fundação de Saúde de Angra dos Reis (Fusar), João Domingos, e o secretário municipal de Meio Ambiente de Paraty, Marco Antônio de Paula Silva, também presos pela operação, estavam envolvidos no esquema de fraudes em licitações e licenças ambientais.

A quadrilha cobrava propina de empresas para não aplicar multas ambientais e indicava uma consultoria ambiental – envolvida no grupo – para emitir pareceres favoráveis à Feema.

O presidente da fundação, Axel Grael, contou que recebeu informações sobre as fraudes no ano passado, quando ainda não ocupava o cargo. O engenheiro levou pessoalmente as denúncias ao delegado titular da DPMA, Luiz Marcelo Xavier. As investigações da polícia – que produziu mil horas de escutas telefônicas, com mais de 60 números grampeados – duraram oito meses.

– Como a região toda é envolvida por áreas de proteção ambiental (APAs) e envolve alto poder aquisitivo, foi o cenário perfeito para esses fraudadores – explicou.

Três dos cinco fiscais do escritório regional da Feema em Angra dos Reis, que envolve licenças de todo o Sul fluminense, foram presos pela Operação Cartas Marcadas.

– Em locais onde há uma pilha de 15 mil licenças e burocracia que demora até dois anos, os corruptos em potencial começam a agir – comentou o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

Minc garante que a secretaria está tomando medidas para diminuir dificuldades para a emissão de licenças e formulando um cadastro de possíveis cometedores de irregularidades nos quadros de servidores.

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