O Tribunal Superior de Tóquio rejeitou hoje o recurso contra a condenação à pena de morte do fundador da seita Verdade Suprema, Shoko Asahara, por sua responsabilidade nos ataques ao metrô de Tóquio com gás sarin em 1995.
Seus advogados tinham recorrido da sentença promulgada pelo Tribunal Provincial de Tóquio, em 27 de fevereiro de 2004, pela suposta incapacidade mental de Asahara, de 51 anos, para suportar um processo judicial com tais características.
A Corte Suprema baseou sua rejeição no fato de os advogados de defesa não terem apresentado a apelação dentro do prazo estabelecido e por considerar que Asahara está em condições de enfrentar um julgamento, entre outras razões.
Em agosto passado, a defesa se negou a entregar a tempo os documentos para a apelação, ao reiterar que o ex-líder da Verdade Suprema não podia apresentar-se ao tribunal por motivos de saúde mental.
A sentença foi revista na sexta-feira passada, após a avaliação feita por semanas pelo psiquiatra enviado pelo tribunal, que se mostrou favorável ao processo de Asahara.
Segundo analistas consultados pela agência local “Kyodo”, é muito provável que a rejeição desta apelação corrobore a pena capital como sentença final do caso e que o réu fique aguardando no corredor da morte.
Asahara, fundador da seita apocalíptica, cujo autêntico nome é Chizuo Matsumoto, foi condenado a morrer na forca por um total de 13 crimes, incluindo o ataque com gás sarin no metrô da capital japonesa, que causou a morte de 12 pessoas e feriu a cerca de 6 mil.
Este atentado é considerado o pior ataque terrorista da história do Japão, uma ação criminosa que evidenciou a vulnerabilidade do país.