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Brasileiros estão mais preocupados em reduzir os gastos

Pesquisa aponta que 82% da população está apreensiva com as finanças

Os últimos anos têm sido marcados por grandes movimentos em todo o mundo. Crises econômicas, conflitos geopolíticos, agravamento do aquecimento global e, é claro, a pandemia da covid-19 que mexeu com a estrutura de todos os países.

Em meio a um cenário de incertezas e impacto nos preços de grande parte das matérias-primas e alimentos, há uma preocupação crescente no que diz respeito à questão econômica. Em se tratando dos brasileiros, mais do que escolher entre investir em bitcoin ou em renda fixa, o alerta está nos hábitos de consumo.

Uma pesquisa da consultoria EY-Parthenon, publicada com exclusividade pelo portal G1, revelou que 82% dos brasileiros demonstram apreensão quando o assunto é finanças. O detalhe a ser considerado é que tal número é superior à média global de 80%. Para tanto, participaram mais de 21 mil pessoas em 27 países.

As razões por trás da preocupação financeira

Mudanças de comportamento, como redução nos gastos de energia, banhos mais rápidos, procura por itens alimentícios, de higiene pessoal e de limpeza com preços menores e evitar sair para comer fora são algumas das principais alternativas que os brasileiros têm tomado na hora de economizar.

O que está por trás disso, porém, é um cenário extremamente complexo e que tem tanto influências internas quanto externas. Do ponto de vista nacional, a inflação dos últimos anos contribuiu para a queda no poder de compra da população geral e ainda impacta negativamente o preço de tudo: de alimentos a combustíveis.

Já do lado internacional, temos os resquícios da pandemia e os atuais conflitos bélicos. No caso da crise sanitária, o problema tem a ver com a quebra das cadeias de produção durante o período pandêmico, ocasionando a falta de muitos produtos no mercado e, consequentemente, o aumento do preço para o consumidor final.

Além disso, há de se considerar as guerras existentes em alguns países e que vêm se estendendo por mais tempo que o esperado. O maior exemplo disso é o conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, e a guerra entre Israel e o Hamas, na região da Palestina, que começou em 7 de outubro.

Percepção dos brasileiros e mudanças de hábitos

As mudanças de hábitos de consumo estão intimamente ligadas à percepção que as pessoas têm em relação ao mundo à sua volta. Segundo a pesquisa mencionada, 79% dos brasileiros perceberam um aumento nos preços dos combustíveis, 78% nos alimentos frescos e embalados e 78% nos alimentos básicos.

Como consequência temos, então, mudanças nos hábitos de consumo. 94% dos brasileiros têm buscado diminuir ou acabar com o desperdício de comida. Para 54% dos entrevistados, a medida adotada foi o corte de itens não essenciais e para 45% deles, a solução foi experimentar marcas mais baratas para diminuir os gastos.

Outro exemplo interessante é a maior busca por supermercados do tipo atacado, que vendem seus produtos em grande escala e a preços mais atraentes que os de varejistas. Nesse sentido, as marcas próprias, naturalmente mais baratas que as tradicionais, acabam ajudando a economizar, segundo 59% dos entrevistados.

A intenção de gastar menos afeta todas as classes sociais e está relacionada a elementos como comidas frescas, casa e limpeza, roupas e sapatos, atividades recreativas, férias e feriados, tabaco, bebidas alcoólicas, artigos de luxo e itens caros.

A maior intenção de compra das classes mais baixas está nas comidas frescas (33%) e atividades recreativas (27%). Para a classe média, a preferência é por comidas frescas (38%) e gastos em férias e feriados (30%). As maiores reduções de compra foram de tabaco (77% e 60%) e artigos de luxo (63% e 60%).

Já a classe mais alta, inclui, além dos três itens já citados (respectivamente, com 50%, 35% e 44%), casa e limpeza (32%) e roupas e sapatos (28%). Os artigos de luxo e tabaco também foram os com a maior redução na intenção de compra dessa população (respectivamente, com 57% e 58%).

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