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Juiz preso em operação da PF tentou intimidar policiais e ameaçou testemunhas

Juiz preso em operação da PF tentou intimidar policiais e ameaçou testemunhas

Uma escuta foi instalada no gabinete do juiz com autorização da Justiça

O juiz José Edivaldo Albuquerque de Lima, preso na manhã de hoje pela Polícia Federal durante a operação Astringere acusado de participar de um esquema de favorecimento de sentenças que e envolvia advogados, serventuários e um delegado, tentou intimidar policiais que participaram da investigação e ameaçou testemunhas. A informação é do delegado geral da Polícia Federal na Paraíba, Marcelo Cordeiro.

Além de José Edivaldo, foram detidos durante a operação os advogados Cícero de Lima e Souza; Glauber Jorge Feitosa Lessa; Dino Gomes Ferreira e Eugênio Vieira de Oliveira Almeida; o delegado Edilson Carvalho de Araújo, que já havia sido preso na Operação Squadre da Polícia Civil. Os serventuários João Luiz de França Neto e Rogério Pereira de França, além de Jadilson Jorge da Silva e Gildson José da Silva também foram presos.

O magistrado também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma, já que foi encontrada em sua residência uma pistola ponto 40.

O superintente da PF revelou também que vai abrir uma sindicância interna para apurar o vazamento da operação, já que o juiz passou a ameaçar as testemunhas e tentar intimidar policiais federais, depois que ficou sabendo que estava sendo investigado.

O esquema funcionava entre o delegado, advogados e o juiz, que agilizava  decisões em que os advogados atuavam no grupo. Alvarás eram liberados em tempo recorde e mandatos de prisão sem fundamentação eram expedidos para que depois os alvarás de solturas fossem liberados mediante o pagamento.

A operação partiu da Corregedoria do Tribunal de Justiça, através do desembargador Joás de Brito Pereira, onde tramita oito procedimentos contra o juiz.

Uma escuta foi instalada no gabinete do juiz com autorização da Justiça, o que deu robustez as provas durante a investigação.

Participaram da operação os delegados Conrado Almeida da Polícia Federal de Pernambuco, Manoel Messias do Distrito Federal, Felipe Alcântara da Paraíba.

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