seu conteúdo no nosso portal

Ophir afirma que truculência e terror jamais conseguiram silenciar imprensa

Ophir afirma que truculência e terror jamais conseguiram silenciar imprensa

Ainda quanto às eleições, Ophir lamentou o fato de que, em meio a um valoroso momento de mudança de cargos no Executivo e no Legislativo, o Brasil desperdiça a oportunidade de aprofundar as discussões em torno de seus problemas.

‘A liberdade de imprensa é condição inegociável para a normalidade democrática. Nem as armas, nem a truculência, e, muito menos, o terror, conseguiram silenciar a imprensa deste País’. A afirmação pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, ao abrir, no Rio de Janeiro, a reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais da entidade. Durante seu discurso, Ophir repudiou os recentes ataques à liberdade de imprensa e à cobertura que vem sendo realizada pelos jornalistas com relação à campanha eleitoral.
 
“Ataques à liberdade de imprensa são verberados, perigosamente, dentro do próprio governo, da figura do presidente da República, como se de repente jornalistas e formadores de opinião tomassem parte de uma conspiração eleitoral”, afirmou.
Ainda quanto às eleições, Ophir lamentou o fato de que, em meio a um valoroso momento de mudança de cargos no Executivo e no Legislativo, o Brasil desperdiça a oportunidade de aprofundar as discussões em torno de seus problemas. “Ao contrário, vende-se uma ilusão de prosperidade que ainda está longe, muito longe, de alcançar toda a coletividade”, afirmou o presidente da OAB, ao afirmar que os candidatos têm se rendido à batuta do marketing de campanha e a vender verdadeiras promessas de consumo à sociedade. “O eleitor é reduzido a consumidor, mero usuário de uma ‘democracia de mercado'”, afirmou.
Enquanto isso, acrescentou o presidente nacional da OAB, os sucessivos escândalos revelam ao país as fragilidades dos poderes constituídos. Ophir citou os recentes casos de quebra de sigilo fiscal e financeiro, com o envolvimento de agentes públicos, e as denúncias de tráfico de influência e corrupção na esfera do poder, que acabaram por resultar no afastamento de uma ministra de Estado. “Não obstante o fato de eclodirem em meio à campanha eleitoral, esses novos escândalos nos chocam e preocupam, pois quando o Estado é alçado à condição de conivência e suspeito, o princípio republicano e o Estado democrático de Direito estão seriamente ameaçados”, afirmou Ophir para a platéia de presidentes de Seccionais, advogados e autoridades do Executivo estadual.
Ao finalizar seu discurso, Ophir Cavalcante ainda ressaltou a figura do advogado Miguel Seabra Fagundes – homenageado na noite de abertura do Colégio de Presidentes e que presidiu o Conselho Federal da OAB de 1954 a 1956. “Com sua postura corajosa, Miguel Seabra Fagundes se insere nos mais altos patamares de nossa instituição, seguindo a tradição de não calar a voz, de não se dobrar diante das pressões, de defender, intransigentemente, a dignidade humana, a cidadania, a moralidade pública, a justiça e a paz social”, afirmou. “Sua obstinada luta em defesa da legalidade, da Justiça, das liberdades e dos direitos humanos levou-o também a concluir que “no Brasil de hoje, todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais do que outros”.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico