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TJMT é cobrado por servidores a revelar gastos com plásticas de juízes

TJMT é cobrado por servidores a revelar gastos com plásticas de juízes

Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso informou que os questionamentos sobre despesas com procedimentos estéticos de magistrados e seus familiares ‘têm sido demandados pelos próprios servidores, diante do que consideram uma injustiça pelo tratamento desigual’; Tribunal de Justiça do Estado afirma que análise será ‘integrada e cautelosa’

Por Felipe de Paula e Fausto Macedo

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat/MT) acionou o Tribunal de Justiça do Estado para que apresente documentos detalhando gastos que teriam ocorrido com procedimentos estéticos custeados com dinheiro público em favor de magistrados e familiares.

O Estadão pediu manifestação do Tribunal sobre as despesas informadas pelo sindicato. O espaço está aberto.

No requerimento encaminhado à Corte, a entidade afirma que o pedido atende a demandas recorrentes dos próprios servidores. Para o sindicato, “o cumprimento deste dever para com os que muito labutam por períodos extenuantes e não possuem até então o reconhecido”.

“O cumprimento desse dever tem sido reiteradas vezes demandado pelos próprios servidores ante o que consideram como injustiça pelo tratamento desigual para com os que muito labutam por períodos extenuantes”, diz o documento do sindicato, subscrito por seu presidente, Rosenwal Rodrigues dos Santos.

No procedimento interno da Corte, a diretora-geral do Tribunal, Andréa Marcondes Alves Nunes, informou que a solicitação de informações sobre procedimentos estéticos de juízes envolve dados com “potencial conteúdo sensível” e exige uma “análise institucional integrada e cautelosa”.

Expediente:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESEMBARGADOR JOSÉ ZUQUIM NOGUEIRA.

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MATO GROSSO – SINJUSMAT/MT, pessoa
jurídica de direito privado, cadastrado no CNPJ sob o número 36910081/0001-04, com a sede localizada à Rua Barra do Garças,
número 74, bairro Consil, Cuiabá/MT, CEP 78.048-730, neste ato representado pelo presidente legalmente constituído, o Senhor
ROSENWAL RODRIGUES DOS SANTOS, ante a presente entidade sindical ter recebido informações de servidores lotados no Segundo
Grau deste Tribunal de Justiça de que está havendo pagamentos de horas extras e diárias suspostamente sem sucedâneo legal que os
justificasse, inclusive, pagamentos esses que já foram confirmados em amostragem por relatórios extraídos do Portal Transparência, vem
requerer a entrega de documento público que certifique se foram e quais foram os valores individualmente nominados pagos com
dinheiro público administrado por essa instituição pública a título de procedimentos estéticos relacionados a magistrados e seus…
familiares.
………….
Nada mais a tratar, renova-se os votos de estima e apreço por todas as ações efetivadas por essa gestão em
prol dos servidores públicos do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, as quais, desde já, se reconhece e agradece.
Cuiabá, 16.01.2026.
ROSENWAL RODRIGUES DOS SANTOS
PRESIDENTE DO SINJUSMA

‘DADOS SENSÍVEIS’: LEIA RESPOSTA DO TRIBUNAL
Segundo a diretora-geral, o tema ultrapassa questões administrativas rotineiras e envolve diferentes áreas do tribunal.

“A matéria veiculada extrapola o âmbito meramente operacional, porquanto envolve a gestão e a consolidação de informações relativas à execução de despesas públicas, bem como eventual articulação com múltiplas unidades administrativas, especialmente aquelas responsáveis pela administração financeira, pela gestão de pessoas e pela observância das diretrizes de transparência e proteção de dados no âmbito deste Tribunal”, comunicou.

O pedido foi encaminhado ao secretário-geral do Tribunal, que deverá analisar a solicitação do sindicato nos próximos dias.De acordo com Rosenwal, a iniciativa do sindicato dos servidores está amparada “pelo controle social definido no Estatuto da entidade”.

A entidade sustenta que o objetivo é assegurar transparência na aplicação dos recursos públicos e permitir a fiscalização social.

Segundo Rosenwal, a solicitação está vinculada à disposição da entidade, que “está pronta para atuar em prol da lisura, transparência e ética com os gastos públicos do Judiciário”.

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