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AL aprova voto de pesar por D. Noemi Mariz

AL aprova voto de pesar por D. Noemi Mariz

A Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou, nesta segunda-feira (31), voto de pesar proposto pela deputada Francisca Motta em razão do falecimento de D. Noemi de Holanda Mariz, mãe do ex-governador Antonio Mariz e do atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro José Marques Mariz.

A Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou, nesta segunda-feira (31), voto de pesar proposto pela deputada Francisca Motta em razão do falecimento de D. Noemi de Holanda Mariz, mãe do ex-governador Antonio Mariz e do atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro José Marques Mariz.

Voto semelhante será apresentado pela vereadora Nadja Palitot, na sessão desta terça-feira (1) da Câmara Municipal de João Pessoa. Internada no Hospital da Unimed, D. Noemi morreu na madrugada do último domingo, em decorrência de uma parada cardíaca.

Seu corpo baixou à sepultura no final da tarde do mesmo dia, depois de velado na Central de Velórios São João Batista por familiares, membros e funcionários do Tribunal de Contas, representantes dos meios jurídicos, políticos e administrativos do Estado, entre os quais o governador Cássio Cunha Lima.

Pernambucana de Nazaré da Mata, D. Noemi, 95 anos incompletos, casou-se em 1935 com o então interventor do Estado José Marques da Silva Mariz, com quem teve os filhos Antonio e José (homônimo do pai) e a filha adotiva Inácia Chaves de Lima. O casamento levou-a a fazer parte de uma família que tem marcado o cenário administrativo, político, cultural e social da Paraíba, desde princípios do Século 19.

Ela ainda não conhecia o futuro marido, quando este, ainda jovem, integrou as forças revolucionárias que tomaram o Quartel do 22º BC, em João Pessoa, nos idos de 1930. Dois anos depois, já secretário do Interior e Justiça, José Marques da Silva Mariz enviava a São Paulo contingentes da Polícia que ajudariam a subjugar o levante de 1932.

A menos de um ano do casamento, D. Noemi viu o noivo assumir o Governo do Estado (transmitido por Gratuliano de Brito) para inaugurar, em 1935, o Porto de Cabedelo. Também o veria subprocurador geral do Estado, juiz e deputado, eleito em 1950. Três anos depois, a morte lhe roubaria o companheiro.

Mas esta não seria a única das suas grandes dores. Em setembro de 1995, ela acompanhou a morte e sepultamento do primeiro filho, Antonio Mariz, quando este governava a Paraíba depois de se fazer uma das vozes mais respeitadas da Assembléia Nacional Constituinte e da luta pela redemocratização do País.

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