Os 95 congressistas que se afastaram para tentar cadeira de prefeito ou vice nas eleições municipais deste ano amargaram a pior derrota percentualmente nas suas "bases" desde 1996, segundo resultados do primeiro turno totalizados pela Justiça Eleitoral.
Dos 92 deputados e três senadores que tentaram trocar Brasília pela máquina municipal, 68 (71,6%) naufragaram. Outros 14 disputarão o segundo turno e 13 foram eleitos -serão substituídos pelos suplentes.
Dos 13 vitoriosos, o PT tem três; PMDB, PR e PSB têm dois cada um, e os outros são do PSDB, PDT, DEM e PC do B. A derrota foi acachapante para o trio de senadores que concorreram nas capitais: Marcelo Crivella (PRB), no Rio de Janeiro, Patrícia Saboya (PDT), em Fortaleza, e Almeida Lima, (PMDB) em Aracaju, todos alijados do segundo turno.
Desses três, a maior derrocada foi a de Crivella, que chegou a liderar as pesquisas na corrida eleitoral no Rio, mas acabou ultrapassado, primeiro por Eduardo Paes (PMDB), depois por Fernando Gabeira (PV), na reta final. Tanto Patrícia quanto Almeida Lima disputaram contra candidatos da máquina municipal que acabaram liquidando a fatura ontem.
Dos deputados que avançaram ao segundo turno, pelo menos três disputam prefeituras centrais na geografia política do país: Walter Pinheiro (PT) em Salvador, Maria do Rosário (PT) em Porto Alegre e Leonardo Quintão (PMDB) em Belo Horizonte. Todos eles enfrentam o candidato da máquina daqui a três semanas.
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