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Contraladoria vai apurar fortuna de diretor do Ministério da Justiça

Contraladoria vai apurar fortuna de diretor do Ministério da Justiça

A Controladoria-Geral da União (CGU) vai abrir sindicância patrimonial para investigar o diretor de Programas do Ministério da Justiça, Adélio Cláudio Basile Martins. A portaria que instituirá a comissão encarregada de aprofundar a investigação de suposto enriquecimento ilícito será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. A sindicância é um procedimento de apuração avançado da administração pública que permite à comissão pedir, se julgar necessário, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do servidor.

A Controladoria-Geral da União (CGU) vai abrir sindicância patrimonial para investigar o diretor de Programas do Ministério da Justiça, Adélio Cláudio Basile Martins. A portaria que instituirá a comissão encarregada de aprofundar a investigação de suposto enriquecimento ilícito será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. A sindicância é um procedimento de apuração avançado da administração pública que permite à comissão pedir, se julgar necessário, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do servidor.

A Controladoria encerrou a investigação preliminar da evolução patrimonial de Martins iniciada em junho passado e concluiu que há sinais visíveis de incompatibilidade entre os rendimentos e o patrimônio declarados. O servidor foi convocado a dar explicações em pelo menos duas ocasiões e apresentou quilos de documentos. Não convenceu os auditores da CGU. Agora a comissão de sindicância terá prazo de 30 dias, prorrogável por mais 30, para realizar a nova etapa da investigação.

Reportagem publicada pelo ESTADO DE MINAS e CORREIO BRAZILIENSE no início de novembro revelou que o patrimônio de Martins disparou em menos de sete anos. Até o início de 1998, ele possuía apenas um apartamento na Asa Sul, que comprou financiado em 1995 e hoje está avaliado em R$ 220 mil. Atualmente, os bens de Martins somam aproximadamente R$ 4 milhões.

De 1998 para cá, o funcionário do Ministério da Justiça já adquiriu quase 30 imóveis, incluindo casa no Lago Sul, fazendas com 500 cabeças de gado nelore, prédios em Unaí e salas comerciais em Brasília. Tudo em seu nome, no de sua mulher, Maria Marli dos Santos, e de sua empresa de consultoria.

À reportagem, Martins, que é subordinado à Secretaria Executiva do Ministério da Justiça, alega que tudo foi obtido com seus rendimentos de servidor (cujo cargo é de dedicação exclusiva), de atividades rurais (as fazendas foram adquiridas entre 1999 e 2004) e de sua empresa de assessoria tributária (constituída em 1999 e com receita anual acima de R$ 100 mil) e ainda de empréstimos pessoais. Além de todo o sucesso empresarial e rural em curto período de tempo, Martins ainda contou com a sorte. Há quatro anos, ganhou R$ 80 mil na loteria.

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