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Dinheiro roubado da PF é deixado numa lixeira

Dinheiro roubado da PF é deixado numa lixeira

Depois de quase um mês, a Polícia Federal recuperou cerca de um terço dos R$ 2 milhões furtados da sala-cofre da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da sede da PF, na Praça Mauá. Depois de dois telefonemas anônimos, o dinheiro (246.020 euros) foi deixado numa lixeira na Praça Afonso Pena, na Tijuca, ontem por volta das 14h30m. Acusado do crime, o agente federal Marcos Paulo da Silva Rocha foi indiciado por peculato — roubo praticado por servidor público — e formação de quadrilha.

Depois de quase um mês, a Polícia Federal recuperou cerca de um terço dos R$ 2 milhões furtados da sala-cofre da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da sede da PF, na Praça Mauá. Depois de dois telefonemas anônimos, o dinheiro (246.020 euros) foi deixado numa lixeira na Praça Afonso Pena, na Tijuca, ontem por volta das 14h30m. Acusado do crime, o agente federal Marcos Paulo da Silva Rocha foi indiciado por peculato — roubo praticado por servidor público — e formação de quadrilha.

Diferentemente do que aconteceu durante a Operação Caravelas, quando os R$ 2 milhões apreendidos pelos policiais federais não foram fotocopiados, desta vez o superintendente da PF do Rio, delegado José Milton Rodrigues, mandou que as notas de euro fossem xerocadas. Mas, assim como na semana do roubo, o dinheiro passará o fim de semana na sede da PF e só será depositado na segunda-feira. José Milton afirma, no entanto, que o dinheiro ficará sob guarda reforçada e com gente da confiança dele.

Dois depoimentos ajudaram na recuperação dos euros

O delegado Alessandro Moretti, que preside o inquérito sobre o furto, disse que dois depoimentos prestados durante a madrugada de ontem foram importantes para a recuperação do dinheiro. Uma procuradora do Ministério Público federal e um policial civil teriam colaborado nas investigações. Segundo o delegado, Rocha deve ter mandado uma pessoa devolver o dinheiro para diminuir a pressão da polícia sobre uma outra pessoa, que seria a sua mulher.

— Temos a convicção de que esse dinheiro era uma parte do roubo que ficaria com o Rocha — disse Alessandro Moretti.

A Polícia Federal ainda precisa recuperar 331 mil euros, US$ 63 mil e R$ 21 mil. Segundo o delegado Moretti, as investigações mostram que os dólares seriam a parte de Ubirajara Saldanha Maia, o Bira, que não é agente federal, no furto. Ele também está preso e será indiciado pelo crime.

— A recuperação do dinheiro restante fica difícil porque as pessoas envolvidas já sabem que estamos perto — disse o delegado.

O primeiro telefonema sobre o paradeiro do dinheiro foi dado às 10h para um agente que integra a equipe de investigação. Segundo Moretti, o telefonema durou um minuto e 15 segundos. Nele, um homem dizia que o dinheiro seria deixado na Tijuca, para onde foram várias equipes de policiais. Somente às 14h, no segundo telefonema, o homem disse que o dinheiro estaria num saco numa lixeira na Praça Afonso Pena.

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