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Irmão do presidente: Vavá intermediou negócios com Petrobras

Irmão do presidente: Vavá intermediou negócios com Petrobras

Novos negócios do lobista Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto), foram revelados por matéria da revista Veja, que chegou às bancas neste fim de semana. A matéria apresenta a intermediação entre Vavá em negócios para o empresário português Emídio Mendes, um dos controladores do Riviera Group, conglomerado que atua nos setores imobiliário, turístico e energético, e que, nos últimos tempos, vinha tentando fechar negócios da empresa Nacional Gás com a Petrobras.

Novos negócios do lobista Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram revelados por matéria da revista Veja, que chegou às bancas neste fim de semana. A matéria apresenta a intermediação entre Vavá em negócios para o empresário português Emídio Mendes, um dos controladores do Riviera Group, conglomerado que atua nos setores imobiliário, turístico e energético, e que, nos últimos tempos, vinha tentando fechar negócios da empresa Nacional Gás com a Petrobras.

O empresário deveria ser recebido pelo assessor especial da Presidência, César Alvarez, em encontro com Vavá. Em seu lugar, excepcionalmente, foi o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, o que teria pego o assessor de surpresa. O fato foi omitido durante esta semana pela Presidência, revela a revista.

Segundo a reportagem de Veja, Emídio Mendes foi recebido pelo assessor da Presidência e voltou ao Planalto oito dias depois. Sempre em companhia de Vavá. “No segundo encontro, o empresário esteve com um superior de Alvarez: o chefe-de-gabinete pessoal do presidente Lula, Gilberto Carvalho”, relata Veja.

A reportagem revela ainda que, 15 dias depois da audiência do dono do Riviera Group com Alvarez, e uma semana após seu encontro com Gilberto Carvalho, o empresário esteve no Rio de Janeiro, mais uma vez na companhia de Vavá, para uma visita à sede da Petrobras. Foi tratar da assinatura de um memorando de entendimento entre a estatal e a Nacional Gás, uma das empresas controladas por seu grupo. Segundo a revista, a assessoria de imprensa da Petrobras informou que as negociações com a Nacional Gás, que teriam iniciado em julho deste ano, continuam em andamento.

Por várias vezes na semana passada, a equipe da revista entrevistou o empresário Emídio Mendes. Primeiro, ele disse que tinha sido levado por Vavá até o assessor da Presidência para discutir um pedido para que o governo brasileiro “ajudasse países africanos de língua portuguesa” com envio de medicamentos.

O empresário também tentou justificar a companhia do irmão do presidente Lula em visita à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. “O Vavá tem um amigo que queria me vender um terreno na cidade e nós fomos lá para avaliar a área”, respondeu. Em seguida, confrontado com a informação de que sua segunda audiência no Planalto, com Gilberto Carvalho, girara em torno não de ajuda a países africanos, mas de negócios que seu grupo quer manter com a Petrobras, Emídio respondeu não ter feito “nada de errado”. “Estou apenas contribuindo para aumentar as exportações do Brasil”.

A revista Veja faz ainda uma retrospectiva dos seguidos escândalos políticos envolvendo a Petrobras recentemente. Em julho deste ano, o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, admitiu ter recebido um automóvel Land Rover, no valor de R$73,5 mil de presente da empreiteira baiana GDK, que mantém negócios com a estatal do petróleo.

No mês passado, um relatório do Tribunal de Contas da União, referente às atividades da estatal no primeiro semestre deste ano, resultou numa lista de irregularidades, incluindo contratos suspeitos, concorrências dirigidas, superfaturamento e pagamentos por serviços não realizados.

Os fatos mostram que, segundo a revista, por trás da maior parte das falcatruas envolvendo dinheiro público, há sempre um personagem obrigatório: o lobista. O fato de o irmão do presidente Lula ser dono de um escritório destinado a intermediar negócios de empresários com o governo, e de ter conseguido trafegar com tamanha desenvoltura nos corredores do Planalto e da Petrobras, de acordo com a reportagem, evidencia um problema recorrente no governo petista: a dificuldade de separar o público do privado.

A matéria também lembra denúncias que revelaram, em julho, a relação entre o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e a Telemar, companhia que tem entre seus controladores, o BNDES, um banco estatal. Nesta época veio a público pagamento de R$5 milhões para que a concessionária de telefonia se tornasse sócia de uma pequena empresa pertencente a Fábio Luís, a Gamecorp.

Na semana retrasada, o presidente Lula declarou, por meio de assessores, que não tinha conhecimento das atividades do irmão. Agora, com as novas denúncias, sua situação é mais complicada. Segundo a revista, Gilberto Carvalho atua como fiel escudeiro de Lula desde a primeira campanha presidencial, nos anos 80. Ocupa uma sala a pouquíssimos metros do gabinete de Lula e é seu mais íntimo assessor, além de amigo e freqüentador dos churrascos da Granja do Torto.

A revista questiona: “Carvalho não comunicou ao presidente que seu irmão levava empresários para fazer negócios no Palácio do Planalto? E, se comunicou, por que o escritório de Vavá funcionou a pleno vapor até sua existência e finalidade terem sido reveladas por Veja?”. Solicitada a responder essas perguntas na última sexta-feira, a assessoria da Presidência limitou-se a dizer que tanto Carvalho quanto o presidente estavam “incomunicáveis”.

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