Juízes do Trabalho de todo o País estão reunidos em Brasília, no Tribunal Regional do Trabalho. Eles participam do encontro “Construindo um Projeto de Formação para o Magistrado Trabalhista Brasileiro”. Durante a manhã de hoje os 35 inscritos ouviram o professor da UnB Marcus Faro de Castro – Doutor pela Universidade de Harvard – e a pesquisadora do Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça, Ana Paula Lucena Candeas (foto).
O impacto da globalização sobre o Judiciário foi um dos temas discutidos. De acordo com a pesquisadora – que analisou a visão do Banco Mundial sobre a magistratura -, a população tem acesso ao Judiciário, mas não à Justiça. “Muitas vezes a imponência ideológica e mesmo arquitetônica das Cortes serve como barreira ao acesso dessa população”, ressaltou. Ana Paula Candeas disse ainda que o Banco Mundial estimula a mediação, a arbitragem e a conciliação como formas de tornar o Judiciário mais eficiente. A independência deste poder em relação aos outros foi declarada, pela pesquisadora, como de grande importância no combate à corrupção.
“A idéia é abrir os horizontes dos juízes que estão à frente das Escolas de Magistratura nos estados e assim pensarmos como introduzir a interdisciplinaridade nos sistemas de formação inicial e aperfeiçoamento dos juízes do trabalho”, explicou a idealizadora do encontro, juíza Graça Maria Borges de Freitas, presidente do Conselho Nacional das Escolas de Magistratura do Trabalho (Conematra).
À tarde estão programados dois painéis. O primeiro com a especialista em educação e trabalho Acácia Kuenzer, o mestre em Direito pela Universidade do Paraná, Celso Ludwig, e o professor da UnB Alexandre Bernardino Costa. Eles analisam o ensino jurídico e a formação profissional dos magistrados. Já o segundo painel discutirá “Os desafios das escolas de magistratura do trabalho em âmbito nacional e regional”. Amanhã os juízes se reúnem em grupos para debater as questões apresentadas nos painéis de hoje.
O evento foi organizado pelo Conematra, juntamente com a Escola Judicial do TRT da 10ª Região. Teve o apoio da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Enamat (Escola Nacional da Magistratura do Trabalho) e ENM (Escola Nacional da Magistratura).