A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça anunciou a investigação de suposto cartel internacional de mangueiras marítimas, que estaria prejucidanco a Petrobras. O processo, que segue em conjunto com apurações de autoridades antitrustes dos Estados Unidos, União Européia, Reino Unido e Japão, foi instaurado contra 16 empresas e pessoas físicas.
As mangueiras marítimas são usadas para o transporte de petróleo e produtos derivados para o interior de navios petroleiros, e para instalações na costa e em alto-mar. O cartel atua, segundo a SDE, com a fixação de preços em nível mundial, com direcionamento de mercados, clientes e volumes de mangueiras marítimas.
A prática teria coomeçado na década de 1980 e, entre 2000 e 2005 a venda de mangueiras marítimas teria totalizado U$ 48 milhões, em prejuízo direto à Petrobras.
O processo da SDE baseou-se em operação de busca e apreensão, comandada pela Polícia Federal e amparada pela Advocacia Geral da União, após ações internacionais no mesmo sentido. No início deste mês, dois executivos confessaram participação no cartel perante a Justiça americana, pagaram multas de U$ 100 mil e ficarão 14 meses presos.
O processo foi instaurado contra Bridgestone Corporation; Dunlop Oil and Marine Ltd.; Kleber (Trelleborg Industrie S.A.); ITR Oil and Gas Division/Pirelli (Grupo Parker Hannifin); The Yokohama Rubber Co. Ltd.; Manuli Rubber Industries Spa.; Subitomo Rubber Industries K.K.; Hewitt Robins; Goodyear do Brasil Produtos de Borracha Ltda.; Pagé Indústria de Artefatos de Borracha Ltda.; Flexomarine S.A.; Flexomarine Empreendimentos Ltda.; Massimo Nebiolo; Antônio Carlos Araes; Maria Lúcia Peixoto Ferreira Leite Ribeiro de Lima e Sílivo Rabello, segundo a assessoria da SDE.