seu conteúdo no nosso portal

Promotor quer nova quebra de sigilo de Maluf

Promotor quer nova quebra de sigilo de Maluf

O Ministério Público de São Paulo irá pedir hoje a quebra de sigilo internacional de uma conta bancária atribuída ao ex-prefeito Paulo Maluf (PP) na Inglaterra.

O Ministério Público de São Paulo irá pedir hoje a quebra de sigilo internacional de uma conta bancária atribuída ao ex-prefeito Paulo Maluf (PP) na Inglaterra. O mesmo pedido já foi feito para os Estados Unidos, a França e Luxemburgo, países que, segundo a Promotoria, receberam recursos da família Maluf.

O documento que sustenta o pedido internacional é a carta supostamente escrita pelo ex-prefeito, na qual ele determina a transferência do saldo total de uma conta no banco UBS na Suíça para o UBS de Londres, em favor dos quatro filhos. Segundo os extratos bancários enviados pela Suíça, o saldo transferido foi de aproximadamente US$ 100 milhões.

Ontem, em uma tensa entrevista coletiva, Maluf reafirmou não ser beneficiário nem titular de contas no exterior. A carta, disse ele, é totalmente falsa. O ex-prefeito disse que encomendou um exame grafotécnico ao Instituto Del Picchia.

A carta cita uma empresa e uma fundação estrangeira que, segundo a Promotoria, pertencem aos Maluf: a fundação White Gold, na Suíça, e a Durant International Corporation, em Londres.

A mensagem foi escrita em inglês, data de 16 de dezembro de 1996 e é dirigida ao banco UBS de Zurique. Diz o texto: “Eu gostaria de fazer uma doação de todo dinheiro atualmente existente na fundação White Gold para os meus quatro filhos em partes iguais”. É solicitada ainda a transferência dos investimentos da White Gold para uma conta bancária em nome da Durant International Corporation, no banco UBS de Londres.

O texto termina com uma assinatura similar à do ex-prefeito.

“Não existe a menor possibilidade de a carta ter sido forjada. O documento veio da Suíça”, afirmou o promotor de Justiça Sérgio Sobrane Turra, um dos responsáveis pela investigação.

O pedido de quebra internacional será entregue à juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Renata Coelho Okida, que, por sua vez, deverá encaminhá-lo ao Ministério Justiça. A decisão final sobre a quebra será do Judiciário do Reino Unido.

Exame

O Ministério Público irá pedir o exame grafotécnico da assinatura que aparece na carta. Segundo a Promotoria, existe a possibilidade de o texto ter sido escrito por uma outra pessoa, mas a assinatura é considerada muito parecida com a do ex-prefeito.

O exame será restrito a comparação de assinaturas, mesmo porque o Ministério Público não dispõe de outras cartas ou documentos escritos por Maluf que sirvam como padrão para comparação.

A Promotoria disse que a carta foi exibida à juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública, que, após analisá-la, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da família Maluf e de oito empresas e fundações estrangeiras. A determinação vale para o território brasileiro. Além da White Gold e da Durant, a Promotoria investiga outras empresas e fundações.

A Blue Diamond (depois Red Ruby), segundo os papéis da Suíça, foi aberta em julho de 1985 e tem Maluf como beneficiário. Em 1987, o saldo da Red foi transferido para o paraíso fiscal da ilha de Jersey. Em junho de 2001, a Folha divulgou a existência dos depósitos em nome de Maluf na ilha.

O filho Flávio é citado como beneficiário da Pérolas Negras Foundation e da Timeless Investments Limited. A Alyka Foundation e a Lindsay Limited estão em nome de Lígia. Sylvia, mulher de Maluf, é citada como beneficiária de uma conta em Luxemburgo.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico