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Deputado baiano também contrata empresa-fantasma

Deputado baiano também contrata empresa-fantasma

A cota para o exercício da atividade parlamentar, que era conhecida como verba indenizatória, disponibiliza cerca de 30 000 reais por mês

Favorito para presidir a Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN) não é o único parlamentar do PMDB que repassa mensalmente recursos públicos para empresas de fachada ligadas a um ex-assessor do partido. O deputado baiano Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, destinou 110 700 reais de sua verba indenizatória para as empresas Global Transportes e Executiva, ambas registradas em nome de laranjas. 

A última edição de VEJA mostrou que Henrique Eduardo Alves paga 8 300 reais por mês de verba indenizatória a uma empresa fantasma que, no papel, aluga carros executivos à serviço do gabinete do deputado. Após a reportagem, Alves afirmou que vai investigar as irregularidades.

Desde que assumiu o mandato, há dois anos, Lúcio Vieira Lima repassou 75 300 reais à Global e 35 400 reais à Executiva. Por trás das duas empresas está César Cunha, conhecido ex-assessor do PMDB.

Lúcio Vieira Lima diz que César Cunha foi motorista do seu irmão. Hoje, Geddel é vice-pesidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. O deputado diz que a situação legal da empresa contratada por ele não é de sua responsabilidade: “Ele apresenta a nota eu dou à Câmara. Cabe à Câmara analisar. Para mim, ela presta o serviço, o carro está sempre à minha disposição”, disse o parlamentar ao site de VEJA. Ele afirmou também que o contrato será mantido: “Vou continuar alugando da Global, a não ser que a Câmara informe que essa empresa não está mais autorizada”.

A cota para o exercício da atividade parlamentar, que era conhecida como verba indenizatória, disponibiliza cerca de 30 000 reais por mês para gastos relativos aos mandato dos deputados. Por exemplo: passagens aéreas, contas de telefone, aluguel de carros e combustível. No caso de Henrique Eduardo Alves e Lúcio Vieira Lima, parte desses recursos foram transferidos mensalmente para empresas de fachada.

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