seu conteúdo no nosso portal

4/03/2007

A agonia no cárcere: detentos sem condenação nas cadeias chega a 43%

Enquanto o Congresso discute a possibilidade de encarcerar menores infratores e aumentar o tempo de permanência na prisão em determinados casos, o sistema penitenciário agoniza. O déficit total de vagas, incluindo cadeias públicas e delegacias, é de 165.089 registros, numa estrutura que abriga, hoje, 401.236 pessoas privadas de liberdade. Além da expectativa de ter mais gente atrás das grades se os projetos em discussão no Legislativo vingarem, outra questão agrava, cada vez mais, a situação da estrutura prisional brasileira. Cerca de 43% do total de detentos no país são provisórios. Ou seja, gente que ainda não foi condenada, mas responde a processo na prisão.

Rigor ao julgar com base na Constituição

Mais nova na Corte – portanto, sempre a primeira a se pronunciar – a constitucionalista Cármen Lúcia Antunes Rocha não se intimida. Em dezembro do ano passado relatou o processo e disse não às férias coletivas dos juízos e tribunais de segundo grau. ‘Não tem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou qualquer outro órgão, do Judiciário ou de qualquer outro poder, competência para tolerar, admitir ou considerar aceitável prática de inconstitucionalidade’, avisou a ministra Cármen Lúcia. ‘As regras legais que estabeleciam que os magistrados gozariam de férias coletivas perderam seu fundamento de validade quando da promulgação da Emenda Constitucional 45/2004’, acrescentou. Em outras palavras, a prestação do serviço deve ser contínua.

Câmara quer discutir com OAB redução da idade penal

Contrariando os desejos do governo federal e de entidades de defesa dos direitos humanos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai dar o pontapé inicial na discussão sobre redução da maioridade penal. O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) estudará a constitucionalidade da mudança na lei. Para tanto, na quarta-feira, ele vai propor convidar dois juristas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que analisem o assunto em audiências públicas. ‘Não podemos postergar nem um minuto’, resumiu.

Claro é condenada a pagar indenização de 5 mil reais por danos morais

O juiz do 4º Juizado Especial Cível de Brasília condenou a Claro Centro-Oeste a pagar indenização no valor R$ 5.000,00 a um cliente que teve seu nome negativado, após solicitar cancelamento do serviço telefônico. Da sentença não cabe mais recurso, uma vez que já decorreu o prazo para tal medida.

Contrato de pequena empreitada sujeita-se à prescrição civil

Pelo entendimento expresso pela 2ª Turma de juízes do TRT/MG em julgamento de recurso ordinário, os contratos de pequena empreitada, envolvendo artesãos e artífices, são regulados pelo Código Civil e, portanto, embora sejam da competência da Justiça do Trabalho, não se aplica, nesses casos, a prescrição trabalhista, mas sim os prazos prescricionais previstos pelo direito civil.

Lula quer mudanças na lei que regulamenta greve de servidor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que encaminhará ao Congresso um pedido de ratificação da convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que regulamenta o direito à greve de servidor público.

Suprema simplicidade: ministra só usa carro oficial para solenidades

No início, o estilo causou espanto. A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha (foto) vai dirigindo o próprio carro ao Supremo Tribunal Federal (STF), um Golf prateado, ano 2001. Chegou a ser barrada à entrada da garagem. ‘Olha, aqui só entra ministro’, avisou o segurança. ‘Eu sou ministra’, retrucou ela. ‘Onde está o seu carro?’, insistiu o funcionário. Língua afiada, a resposta provocou risos: ‘Ou bem aqui se entra ministro, ou bem se entra o carro’. Cármen Lúcia, que também recusava o carro oficial quando, no governo Itamar Franco, foi procuradora-geral do Estado, se explica: ‘Como todo brasileiro, uso o meu próprio transporte para ir ao trabalho. Fico assim à vontade para parar numa farmácia se precisar’. Carro oficial só em solenidades em que o Poder Judiciário é representado. A nova ministra dispensa a ostentação.

STF cogita rejeitar denúncia do mensalão

Por razões de natureza processual, cresce entre os 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a avaliação de que talvez seja necessário recusar a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, a respeito do escândalo do mensalão.

Não existem mais notícias