Não podemos desconsiderar neste ano de 2004, a aprovação pelo CONTRAN da tão sonhada Política Nacional de Trânsito.
Entraremos 2005, com as esperanças renovadas de que estamos trabalhando para construir um trânsito melhor, a partir da discussão do tema com toda a população representada pelos especialistas e técnicos em trânsito de todos os Estados Brasileiros. Desta forma poderemos ter a liberação de recursos para as áreas de educação, fiscalização e engenharia de trafego com qualidade na sua aplicação.
Os índices de acidentes de trânsito persistem em não diminuir, as ações discretas de educação de trânsito, não tem surtido o efeito necessário para atingir em cheio e baixar este grave indicador.
Neste mês de dezembro, a pior catástrofe de 2004, tomou conta de todas as manchetes no mundo, com o maremoto (tsunamí) ocorrido após um terremoto na Ásia, com a morte anunciada até hoje de 85.000 pessoas podendo chegar a mais de 100.000. A mobilização de autoridades de todos os paises do planeta, para o imediato auxilio as famílias das vitimas e aos sobreviventes é um alento aos necessitados.
Mas o que dizer aos familiares das vitimas do trânsito, que só no Brasil serão quase 50.000 ao final do ano de 2004, e aos sobreviventes do trânsito, que vivem a angustia de serem as próximas vítimas fatais e não fatais, por que não uma mobilização mundial para reduzirmos estes índices definitivamente.
A esperança é que este pequeno passo, da aprovação e discussão da política nacional de trânsito, seja o primeiro de muitos que serão dados consecutivamente e sem interrupção, no firme propósito de erradicarmos de vez a banalização dos acidentes de trânsito da nossa cultura, e passarmos a atuar com serenidade e seriedade para a solução do problema.
Só assim poderemos ter um feliz trânsito novo.