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Distribuição dirigida do TJRJ: começam os depoimentos

Distribuição dirigida do TJRJ: começam os depoimentos

A promotora Dora Beatriz Wilson da Costa, da 1ª Central de Inquérito, já começou a ouvir os servidores acusados de envolvimento nas fraudes do Tribunal de Justiça (TJ). A primeira a prestar depoimento foi Maria Laura Starling, assessora da 1ª vice-presidência do TJ e sobrinha do desembargador Pestana de Aguiar. Ela negou ter emprestado sua senha para outros funcionários e afirmou não conhecer totalmente o sistema eletrônico de distribuição dos processos. A senha de Maria Laura foi usada irregularmente em pelo menos duas ocasiões. Além dos servidores, o MP também convocará os 32 advogados envolvidos nos 11 processos em que foi constatada a fraude.

A promotora Dora Beatriz Wilson da Costa, da 1ª Central de Inquérito, já começou a ouvir os servidores acusados de envolvimento nas fraudes do Tribunal de Justiça (TJ). A primeira a prestar depoimento foi Maria Laura Starling, assessora da 1ª vice-presidência do TJ e sobrinha do desembargador Pestana de Aguiar. Ela negou ter emprestado sua senha para outros funcionários e afirmou não conhecer totalmente o sistema eletrônico de distribuição dos processos. A senha de Maria Laura foi usada irregularmente em pelo menos duas ocasiões. Além dos servidores, o MP também convocará os 32 advogados envolvidos nos 11 processos em que foi constatada a fraude.

A promotora já foi procurada pelo advogado do subsecretário da 1ª vice-presidência, Marcio de Azevedo Barros, que deverá ser ouvido no início da semana que vem. Barros foi afastado da função em meados do ano passado por ordem direta de Pestana, por suspeita de fraude, mas depois voltou ao trabalho com autorização do desembargador. Segundo a promotora, os advogados podem apenas prestar informações. “Eles podem vir como informantes, não precisam esperar a convocação para prestar esclarecimentos. Acho que ainda não há elementos para uma denúncia porque devemos garantir o direito de defesa dos acusados, mas vamos colher os depoimentos rapidamente”, afirmou a promotora.

Presidente do TJ admite fraude nos processos

Ontem o presidente do TJ, Miguel Pachá, enviou cópia do relatório preparado pela comissão formada pelos desembargadores Humberto Manes, Marcus Faver e Antônio Siqueira, para todos os 160 desembargadores, afirmando que “houve ato fraudulento” em 11 dos 13 processos suspeitos analisados.

Pachá participou, ontem, de homenagem à Associação dos Magistrados, no Jockey Club, e disse que o Poder Judiciário é honesto e ético e pediu que os magistrados se aproximem do povo. “Construímos novos foros, mas nada disso vale a pena se não tivermos lá dentro servidores e magistrados voltados para julgar com rapidez e ética”, afirmou o desembargador.

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