A Polícia Federal pediu à Justiça Federal a prisão preventiva dos dois acusados de integrar a Máfia do Sangue que ainda permanecem presos.
O prazo máximo de dez dias para a prisão temporária dos empresários Lourenço Rommel Peixoto e Jaisler Jabour de Alvarenga termina à meia-noite desta terça-feira.
Segundo a assessoria do órgão, a solicitação foi enviada ao juiz da 10ª Vara Federal, Cloves Barbosa de Siqueira, responsável pelo processo.
As irregularidades na licitações de hemoderivados (proteínas extraídas do sangue, utilizadas para o tratamento de diversas doenças, como hemofilia, Aids e câncer) teriam causado aos cofres públicos prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões. A fraude vem ocorrendo há pelo menos 13 anos.
Desde que a Operação Vampiro foi deflagrada pela Polícia Federal, há quase duas semanas, 17 pessoas foram detidas. Destes, 15 já deixaram a carceragem da Polícia Federal. Ontem, saiu da cadeia o empresário Marcos Chaim, que foi solto porque esgotou o prazo de cinco dias da prisão temporária.
Na madrugada do sábado passado (29), outros 11 integrantes da Máfia do Sangue foram libertados, depois de dez dias detidos, uma vez que o juiz Cloves Siqueira negou pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para que a prisão temporária do grupo fosse transformada em preventiva.
Antes deles, três suspeitos de envolvimento no esquema já haviam sido soltos por terem colaborado com as investigações.