Caso estivesse vivo, o estudante Adriano Tozzi teria comemorado com seus familiares e amigos na sexta-feira passada, 27 anos.
Sua mãe, Zulmira Espínola Tozzi, afirmou que com certeza ele estaria reunindo os amigos para comemorar. “Mas infelizmente ele foi assassinado na noite do dia 11 de novembro de 2000.
Eu só peço a sociedade paraibana que não deixe esse crime passar impune”, disse ela acrescentando que quando a família não sabe impor limites aos filhos, cabe a sociedade (o júri popular), impor esses limites para que crimes como este não voltem a ser praticados.
O julgamento dos acusados pelo crime de Tozzi, acontecerá na próxima quarta-feira, a partir das 8h00 no Fórum de Cabedelo. “A princípio”, disse Zulmira, existiam três acusados pelo crime do estudante, mas um deles foi isento. Então apenas dois irão a júri, Edilberto Ribeiro Leite e Samuel Figueiredo.
A mãe de Tozzi, lembrou que os acusados pela morte de seu filho tinham antecedentes criminais, mas nunca foram punidos. Só depois que se envolveram com a morte de Tozzi, é que eles passaram a responder processo judicial. “E se eles não forem responsabilizados por esses atos inconseqüentes, pode haver mais vítimas na sociedade”.
Ela é de opinião que o mal só tem força quando os bons cruzam os braços. Zulmira espera que o júri de Cabedelo não cruze os braços diante desse crime e de tantos outros que culminam com a morte de jovens estudantes.
Zulmira Tozzi, lembrou que em junho de 2000, Edilberto Leite, foi acusado do roubo de cartões de crédito, além de ter feito compras no valor de R$ 5 mil, mas foi solto logo em seguida. E cinco meses depois, por falta de punição, ele participou da briga que culminou com a morte de Adriano Tozzi.
“Continuo de luto e lutando por justiça. Sei que nada paga a dor da perda de meu filho, mas preciso ser ressarcida na minha cidadania.