O diretor de TV Wolf Maia está sendo processado por um ex-sócio na produtora Studio Wolf Maia Ltda. O diretor da Rede Globo é acusado pelo empresário e produtor paulista Carlos Eduardo da Costa Paiva de ferir sua honra e desviar o dinheiro dos cursos e dos espetáculos promovidos pela empresa para sua conta pessoal sem pagar a ele e a um terceiro sócio os dividendos que lhes eram devidos.
Costa Paiva representado pelo advogado Eduardo Pimenta entrou com uma ação na 32ª Vara Cível de São Paulo, em que pede indenização por danos morais e materiais. Ele alega que sua vida profissional e pessoal foi prejudicada depois de o diretor da Globo ter registrado um boletim de ocorrência em que denunciava o produtor por apropriação indébita de valores. Tudo, segundo Costa Paiva, para forçar a dissolução da sociedade. O B.O. foi arquivado.
Em outra ação impetrada por Costa Paiva, o juiz do Fórum da Lapa, em São Paulo determinou que Wolf Maia efetue o pagamento de 20% de todo o lucro obtido pela Studio Wolf Maia desde seu início, em 2001, até sua dissolução, em 2003. O valor, de acordo com a determinação, deve ser pago a Costa Paiva e ao outro sócio André Luis Bravo Costa Lima Valente. Ainda cabe recurso.
Wolf Maia firmou sociedade com Costa Paiva e Lima Valente para construir uma escola de interpretação para a televisão e casa de espetáculos no Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Procurado pela revista Consultor Jurídico , o advogado do diretor da Globo não quis se pronunciar sobre o assunto.
O espaço, segundo Costa Paiva, fatura cerca de R$ 250 mil por mês, e eles nunca receberam nenhum dividendo dos lucros. O espaço tem três andares de estúdio e teatro para 300 pessoas, onde já foi apresentada a produção “Blue Jeans”, dirigida pelo próprio Wolf Maia.