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Leonel Brizola morre aos 82 anos no Rio de Janeiro

Leonel Brizola morre aos 82 anos no Rio de Janeiro

O ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul e presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, faleceu na noite desta segunda-feira, dia 21, aos 82 anos, no Hospital São Lucas, vítima de infecção hospitalar. Brizola havia sido interno à tarde e seria transferido para outro hospital quando se sentiu mal.

O ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul e presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, faleceu na noite desta segunda-feira, dia 21, aos 82 anos, no Hospital São Lucas, vítima de infecção hospitalar. Brizola havia sido interno à tarde e seria transferido para outro hospital quando se sentiu mal.

Leonel Brizola sofreu um ataque cardíaco por volta das 18 horas e foi levado para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

Os médicos que atenderam o ex-governador informaram que após o ataque cardíaco tentaram reanimar o ex-governador de várias maneiras, mas ele acabou morrendo às 21h20. Brizola havia sido internado com sintomas de vômito e diarréia e fui submetido a um ecocardiograma, uma tomografia pulmonar e, após se sentir mal, a exames cardíacos. Foi quando sofreu um infarto agudo do miocárdio.

Brizola havia sido internado reclamando de uma gripe, que teria começado na quinta-feira passada, quando retornou de uma viagem ao Uruguai.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decretou luto oficial de três dias no país ao saber da notícia da morte de Brizola. O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, anunciou que não deverá mais ocorrer amanhã a votação da medida provisória do salário mínimo pela Câmara dos Deputados. Em vez disso, deverá ser realizada uma sessão solene em homenagem ao presidente do PDT.

Leonel Brizola foi durante cerca de 40 anos um dos políticos mais populares e polêmicos do país. Em 1945, após entrar no PTB do ex-presidente Getúlio Vargas, foi eleito deputado federal em 1954 e prefeito de Porto Alegre (RS) no ano seguinte.

Como governador do Rio Grande do Sul – eleito em 1958 -, comandou, em 1961, a “Campanha da Legalidade”, garantindo a posse na Presidência do então vice-presidente João Goulart.

O presidente Jânio Quadros havia renunciado em agosto, quando Goulart estava numa viagem à China. Militares tentaram impedir a posse do vice, mas acabaram recuando graças à reação popular capitaneada por Brizola.

Como governador gaúcho, Brizola teve um mandato polêmico, tendo encampado empresas multinacionais no Rio Grande do Sul. No governo de João Goulart, teve grande influência, lutando pelas chamadas “reformas de base”.

Em 1964, Brizola teve os direitos políticos cassados e foi exilado com o golpe militar. Voltou ao Brasil em 1979 com a Anistia e retornou à política, mas perdeu o direito pela legenda do PTB para Ivete Vargas, filha de Getúlio. Fundou, então, com outros trabalhistas históricos, o PDT.

Em 1982, numa campanha surpreendente, foi eleito pela primeira vez governador do Rio de Janeiro. Fez um governo em que foi acusado pelos opositores de não combater o crime o que custou a eleição de seu vice, Darcy Ribeiro, em 1986.

Na eleição presidencial de 1989 – a primeira direta em 40 anos -, ficou em terceiro lugar, atrás de Fernando Collor e Lula, a quem acabou apoiando. Nesta época, uma frase sua ficou famosa. “Vamos fazer a direita engolir esse sapo barbudo”, afirmou, numa referência ao candidato petista.

Em 1990, ele foi eleito para um segundo mandato no Rio de Janeiro, mas acabou deixando o governo desgastado e, graças ao aumento da violência, com a presença do Exército nas ruas.

Acabou derrotado a partir de então em todas as eleições que disputou: presidente (1994), vice-presidente (1998, na chapa de Lula), prefeito do Rio (2000) e senador (2002). Recentemente tinha admitido a possibilidade de voltar a disputar a Presidência em 2006.

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