SÃO PAULO. O ministro da Previdência, Amir Lando, disse ontem em São Paulo que será anunciado na semana que vem o acordo que prevê a correção do benefício de quem se aposentou pelo INSS de março de 1994 a fevereiro de 1997. No total, o Ministério da Previdência estima que 1,88 milhão de pessoas com benefícios concedidos no período tenham direito à revisão.
— O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai chamar os representantes dos aposentados, os ministros Palocci (Fazenda), José Dirceu (Casa Civil) e as centrais sindicais para anunciar oficialmente o acordo — disse o ministro.
Segundo Lando, a correção do valor atual dos benefícios deverá ocorrer entre agosto e dezembro. O dinheiro dos atrasados começará a ser pago no ano que vem, em parcelamento de três anos para quem já entrou com ação na Justiça e em seis anos para quem não recorreu aos tribunais.
Impasse continua sendo a fonte dos recursos
O ministro, que já anunciou diversas vezes que o acordo estava fechado, disse que o maior impasse continua sendo a fonte de recursos para pagar os custos da revisão. Só os atrasados têm custo estimado de R$ 12,3 bilhões.
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, João Batista Inocentini, a área econômica do governo insiste na criação de uma contribuição social.
— Se houver vontade política do presidente Lula, o acordo sai, mas não será do jeito que queríamos — disse Inocentini.
Funcionários do INSS decidiram parar ontem em protesto por não terem recebido pelos dias em greve. Das 27 agências do INSS em São Paulo, quatro fecharam. Hoje o atendimento será normal. Lando disse que o pagamento dos atrasados já está previsto na folha.