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TSE critica gastos com vereadores

TSE critica gastos com vereadores

Pertence defende mudanças no sistema de remuneração dos parlamentares Um dia depois do Senado rejeitar a emenda constitucional que reduziria o corte no número de vagas nas Câmaras municipais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, criticou ontem os gastos com vereadores nos municípios brasileiros.

Pertence defende mudanças no sistema de remuneração dos parlamentares

Um dia depois do Senado rejeitar a emenda constitucional que reduziria o corte no número de vagas nas Câmaras municipais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, criticou ontem os gastos com vereadores nos municípios brasileiros.

Ele defendeu que o projeto de reforma política, que tramita no Congresso Nacional, aprove mudanças agora no sistema de remuneração dos vereadores nas pequenas cidades, fixando um pagamento apenas simbolico.

Segundo a Constituição Federal, o salário do vereador deve corresponder a 75% dos vencimentos dos deputados estaduais, idependente da receita do municipio. O presidente do TSE criticou esse teto, que toma por base os altos vencimentos de deputados estaduais.

— Hoje ponho em dúvida muito os tetos, que na verdade funcionam como pisos da remuneração dos vereadores. Para as grandes cidades, a remuneração dos vereadores é um instrumento democrático.

Para as pequenas cidades, continuo convencido de que uma remuneração simbólica seria a solução adequada. Aí até com maior liberalização do número, propiciando uma maior participação social. Isso são questões a serem enfrentadas pelo Congresso Nacional, que é o foro adequado na agenda da reforma política — disse Pertence.

Resolução do TSE

Com a derrota no Senado da proposta de emenda constitucional (PEC) que tentava diminuir os cortes de vereadores no país, Sepúlveda Pertence confirmou que fica valendo a resolução do TSE segundo a qual 8.481 cadeiras nas câmaras municipais deixarão de ser preenchidas nas eleições de 3 de outubro.

O presidente do TSE disse não ter ficado surpreso com o resultado da votação do Senado que resultou no arquivamento da emenda.

— Realmente estava crescendo a oposição minoritária ao projeto no Congresso. Aconteceu que não se obtiveram os três quintos dos votos. É do jogo político — analisou.

Pertence afirmou que, com a rejeição da emenda, o processo eleitoral ficará mais tranqüilo. Ele informou que amanhã, quando ocorrerá a última sessão do TSE antes do recesso do Judiciário em julho, deverão ser julgadas duas ações em que se questiona a validade para as eleições municipais deste ano de uma eventual emenda alterando o que diz a resolução do Tribunal quanto ao novos números de vereadores.

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