O consultor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Paulo Nakaya disse ontem, em Porto Alegre, que as urnas eletrônicas passarão a arquivar os votos, garantindo maior credibilidade ao processo. Segundo Nakaya, um dos criadores da votação eletrônica, o sistema permitirá arquivamento de todos os dados e não apenas dos resultados, como ocorria até as eleições de 2002. Em situações de emergência, a Justiça Eleitoral poderá pedir a abertura dos dados, mesmo depois de passadas as disputas e conferidos os resultados. Outra novidade relacionada à urna eletrônica este ano é que os partidos poderão auditar as máquinas.
Os nomes dos eleitores e número dos títulos não integrarão o material. Com isso, o TSE terá sistema de arquivo de todos os votos a partir de 2004.
Até 2002, as urnas eram colocadas à disposição dos partidos cinco dias antes da votação. Pela primeira vez, este ano, o Tribunal Regional Eleitoral não irá sortear entre os candidatos a ordem da cédula.
A urna manual ainda será utilizada nas seções eleitorais em que houver pane no sistema eletrônico. A cédula será simples, com espaço para o eleitor escrever os nomes dos candidatos a prefeito e a vereador.
Porto Alegre sediou ontem o segundo encontro do TSE com técnicos de 13 estados para discutir as modificações no sistema de votação.