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Justiça decreta prisão de delegado acusado de atirar em policiais

Justiça decreta prisão de delegado acusado de atirar em policiais

O delegado da Polícia Federal Silvio César Fernandes Dias, acusado de na última sexta-feira ter atirado contra as pernas de dois policiais rodoviários na rodovia Presidente Dutra foi preso nesta segunda-feira.

O delegado da Polícia Federal Silvio César Fernandes Dias, acusado de na última sexta-feira ter atirado contra as pernas de dois policiais rodoviários na rodovia Presidente Dutra foi preso nesta segunda-feira.

A prisão havia sido pedida pelo Ministério Público Federal ao TRF (Tribunal Regional Federal) e foi decretada, no final de semana, pelo juiz plantonista em São José dos Campos, Gilberto Rodrigues Jordan.

Segundo o procurador da República em Taubaté, João Gilberto Gonçalves Filho, o delegado poderá ser processado por lesão corporal gravíssima. Dias está preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Discussão

O incidente aconteceu por volta da 1h30 de sexta durante uma discussão entre o delegado e os policiais rodoviários na altura do km 144 da rodovia, em Taubaté.

Segundo a PF, o delegado exigiu que os policiais liberassem a estrada –que estava interditada devido ao atropelamento de dois cavalos por um ônibus– para darem continuidade à perseguição a um Fiat Uno onde estavam dois traficantes. Os policiais, porém, alegaram ser impossível desobstruir a pista naquele momento, o que motivou uma discussão.

Após cerca de 30 minutos, quando a pista foi liberada, Dias continuou a perseguição. Após perder a pista dos suspeitos, os delegados voltaram ao local do bloqueio.

Tiros

Com uma submetralhadora nas mãos, ele se aproximou de um dos policiais e ameaçou fazer uma queixa contra eles por terem obstruído o trabalho seu trabalho. Teve início uma nova discussão entre os dois e, em seguida, Dias disparou a submetralhadora contra as pernas dos policiais, que ainda receberam voz de prisão por desacato.

O porta-voz da PF em São Paulo, Wagner Castilho, disse que o delegado agiu em “legítima defesa”. Segundo ele, os policiais desacataram Dias. “Eles disseram que ali ele não mandava nada.”

Ainda segundo Castilho, no momento em que Dias, na companhia de outro delegado, voltou ao local do acidente para pegar os nomes dos policiais para a queixa por desacato, os policiais teriam se negado a se identificar e sacaram suas armas.

Uma sindicância foi aberta para apurar o incidente.

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