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Governo britânico propõe áreas de prostituição legal

Governo britânico propõe áreas de prostituição legal

O governo britânico apresentou nesta sexta-feira planos de mudança na legislação sobre prostituição que incluem a possível criação de "áreas controladas", onde as prostitutas poderiam trabalhar legalmente.

O governo britânico apresentou nesta sexta-feira planos de mudança na legislação sobre prostituição que incluem a possível criação de “áreas controladas”, onde as prostitutas poderiam trabalhar legalmente.

Entre as outras opções estudadas pelo governo está a concessão de licenças para bordéis. O ministro da Justiça, David Blunkett, disse que o objetivo é atacar “as conseqüências devastadoras da prostituição”.

As propostas do governo são a primeira revisão nas leis britânicas sobre o assunto em 50 anos. De acordo com Blunkett, as comunidades também terão que decidir se, como uma nação, aceitam ou contestam o comércio sexual.

Os planos foram concebidos a partir da observação de experiências adotadas em outros países, particularmente na Suécia, onde as leis não têm as prostitutas como alvo, e sim os cafetões e os homens que pagam por sexo, e da Holanda, que tem áreas de prostituição legal.

Prevenção

A prostituição na Grã-Bretanha é uma forte indústria oculta que está em crescimento, mas as profissionais do sexo freqüentemente são vítimas das leis penais que coíbem esse mercado.

“As pessoas são atacadas e assassinadas. A polícia não se incomoda conosco. E o governo não dá dinheiro suficiente para a gente viver. Eu não tenho casa, não tenho roupas”, afirma Lisa, que trabalha nas ruas de Middlesborough, no nordeste da Inglaterra.

“(A prostituição) é chamada de a mais velha profissão do mundo, mas há muitas coisas que continuam a existir e que nós necessariamente não aceitamos”, disse Caroline Flint, secretária do Ministério da Justiça.

“O que nós queremos tentar fazer é procurar a prevenção, o apoio e o combate às razões fundamentais devido às quais homens e mulheres estão envolvidos na prostituição”, acrescentou Flint.

“Acho que o mais importante é atacar aquelas pessoas que exploram, cometem violência, às vezes assassinatos, e também os traficantes e os cafetões”, disse a secretária.

O governo britânico estima que 80 mil pessoas estejam envolvidas na indústria do sexo no país e afirma que todos, particularmente os 90% que trabalham nas ruas ou são viciados em drogas pesadas, precisam de uma proteção maior.

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