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Justiça Eleitoral tira 5 minutos na TV do candidato do PMDB em Santos

Justiça Eleitoral tira 5 minutos na TV do candidato do PMDB em Santos

O candidato João Paulo Tavares Papa (PMDB), que disputa com a petista Telma de Souza a Prefeitura de Santos (litoral de São Paulo), perdeu 5 minutos e 20 segundos de seu programa gratuito na noite de ontem por decisão da Justiça Eleitoral. A decisão foi baseada em representação de Telma contra o programa do PMDB exibido na última sexta-feira. Nele, um ator contratado pela coligação de Papa simula ter um "pesadelo" com imagens de um eventual governo petista na cidade --no qual Santos enfrentaria servidores municipais em greve e ônibus lotados.

O candidato João Paulo Tavares Papa (PMDB), que disputa com a petista Telma de Souza a Prefeitura de Santos (litoral de São Paulo), perdeu 5 minutos e 20 segundos de seu programa gratuito na noite de ontem por decisão da Justiça Eleitoral.

A decisão foi baseada em representação de Telma contra o programa do PMDB exibido na última sexta-feira. Nele, um ator contratado pela coligação de Papa simula ter um “pesadelo” com imagens de um eventual governo petista na cidade –no qual Santos enfrentaria servidores municipais em greve e ônibus lotados.

A coligação encabeçada pelo PT também entrou na Justiça com um pedido de impugnação da candidatura do adversário por suposto crime eleitoral.

O PT administrou Santos por oito anos consecutivos antes dos dois mandatos do atual prefeito, Beto Mansur (PP), que apóia Papa. A Justiça Eleitoral puniu o candidato do PMDB tirando do ar o dobro do tempo utilizado para transmitir o “pesadelo”.

Já a impugnação da candidatura do adversário foi solicitada pelos advogados da petista porque o candidato a vice na chapa de Papa, Antonio Carlos Silva Gonçalves, teria pedido votos a servidores da prefeitura durante reunião realizada na sede do Departamento Municipal de Obras (Deob). Gonçalves, que nega a acusação, é ex-secretário de Obras do governo Mansur.

“Existe um interesse [nosso] de que esta prática seja efetivamente coibida”, afirmou a advogada Gislaine Magalhães, que representa a petista. O advogado da coligação encabeçada pelo PMDB, Tabajara Zuniga, afirmou que, até a tarde de ontem, não havia sido notificado sobre o caso. “O PT banaliza a cassação de registro”, afirmou.

Na semana passada, a Justiça Eleitoral multou o próprio prefeito Beto Mansur em R$ 10.641 pelo fato de o Diário Oficial de Santos ter veiculado propaganda institucional durante os três meses que antecedem as eleições.

O secretário municipal de Comunicação, Tom Barboza, afirmou que a prefeitura já entrou com recurso e está aguardando uma decisão da Justiça. Segundo Barboza, não houve publicação de propaganda institucional, e sim de material informativo da prefeitura.

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