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Matador de juiz pega 26 anos de cadeia

Matador de juiz pega 26 anos de cadeia

Depois de 26 horas de duração, terminou o julgamento de Kazorriro dos Santos Lima. Ele é um dos nove acusados do assassinato do desembargador Irajá Pimentel, em março de 2002, na 216 Sul. O juiz do Tribunal do Júri de Brasília, João Egmont, condenou o réu a cumprir 26 anos e dez meses de prisão. Mais da metade da pena deverá ser cumprida em regime fechado. O advogado de Kazorriro, Ismail Gomes, recorrerá da sentença.

Depois de 26 horas de duração, terminou o julgamento de Kazorriro dos Santos Lima. Ele é um dos nove acusados do assassinato do desembargador Irajá Pimentel, em março de 2002, na 216 Sul. O juiz do Tribunal do Júri de Brasília, João Egmont, condenou o réu a cumprir 26 anos e dez meses de prisão. Mais da metade da pena deverá ser cumprida em regime fechado. O advogado de Kazorriro, Ismail Gomes, recorrerá da sentença.

O acusado foi condenado por três crimes. Ele participou do planejamento do homicídio do desembargador; foi cúmplice na lesão corporal contra Heloísa Pimentel – mulher do desembargador, que levou um tiro no rosto na tentativa de salvar o marido –; e roubou uma caminhonete utilizada no crime, além de um Tempra.

Irajá Pimetel foi morto no dia 15 de março de 2002. Ele e sua mulher caminhavam de manhã na quadra onde moravam, a 216 Sul, quando foram abordados por um homem armado, que saiu de um Tempra. O resto da quadrilha estava nas redondezas.

Pelo homicídio duplamente qualificado, o réu vai cumprir 17 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. O juiz considerou o crime como hediondo, por isso Kazorriro tem que cumprir pelo menos 2/3 da pena antes de entrar com pedido de progressão.

Pelo crime de lesão corporal grave serão dois anos de prisão, em regime aberto. Pelo roubo triplamente qualificado do veículo utilizado no crime – uso de arma de fogo, concurso de pessoas e roubo e deslocamento do veículo roubado para outro Estado – serão mais sete anos e seis meses de pena, em regime semi-aberto.

Prévia

A promotora do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Maria José Miranda, considerou curta a pena dada pelo juiz, mas acredita que a condenação do primeiro acusado a ir a julgamento será uma prévia do que pode ocorrer com os outros envolvidos. “Embora tenha sido fixado um patamar baixo para a pena, a sentença será importante para o sucesso dos outros julgamentos”, acredita Miranda. Ela disse que vai estudar a possibilidade de recorrer para aumentar a pena.

O advogado de Kazorriro, Ismail Gomes, afirma que a decisão não está correta, pois as provas dos autos inocentam Kazorriro. “Uma perita do IML disse que não pode afirmar que as digitais encontradas em um dos carros usados para o crime são do réu. Além disso, em alguns questionamentos o júri absolveu Kazorriro”, argumenta Gomes.

De acordo com a denúncia do MP, o principal motivo do crime teria sido a disputa de terras da Fazenda Samambaia, com mais de 900 hectares, próximo a Brazlândia. Kazorriro foi o primeiro condenado dos nove acusados a ser julgado.

Os irmãos mexicanos Morelos Adolfo Verlage Vazquez e Rafael Verlage Vazquez – considerados pela polícia os mandantes do crime –, Hélio Carneiro dos Santos, Ricardo Alexandre Pires, Mauri César Coelho e Rogério Gomes de Oliveira aguardam na Papuda a escolha da data para irem a julgamento. Apenas Daniel Rocha de Arruda e Antônio Marcos Batista esperam em liberdade o julgamento. Segundo o MP, não havia provas suficientes para manter presos os dois acusados.

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