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TCU apura fraude em financiamento para construção de balsas

TCU apura fraude em financiamento para construção de balsas

O Tribunal de Contas da União fará tomada de contas especial para apurar suposta concessão fraudulenta de financiamentos concedidos pelo Banco do Brasil a empresas do grupo Rodomar, para a construção de balsas, da qual participaram, além de dirigentes da Rodomar, a diretoria dos Estaleiros Bacia Amazônica (Ebal), bem como funcionários do próprio BB.

O Tribunal de Contas da União fará tomada de contas especial para apurar suposta concessão fraudulenta de financiamentos concedidos pelo Banco do Brasil a empresas do grupo Rodomar, para a construção de balsas, da qual participaram, além de dirigentes da Rodomar, a diretoria dos Estaleiros Bacia Amazônica (Ebal), bem como funcionários do próprio BB.

Foi determinada a citação solidária do senador Luiz Otávio (PMDB-PA), então coordenador da Diretoria do grupo Rodomar, além de funcionários do grupo, do Banco do Brasil e da Ebal. Eles terão prazo de 15 dias, contados a partir da citação, para apresentar alegações de defesa ou recolherem aos cofres do BB a quantia de R$ 27.495.936, 36, valor já atualizado.

Segundo o ministro-relator, Lincoln Magalhães da Rocha, há indícios comprovados, inclusive com os dados obtidos pela quebra judicial do sigilo bancário, de que os recursos financeiros liberados com financiamento pelo Banco do Brasil ao grupo Rodomar não foram empregados na construção de balsa alguma, mas apenas passaram pelas contas da Ebal, que reteve parte deles, e, posteriormente, foram repassados à Rodomar.

Laudos de dois peritos navais registraram, também, que as embarcações apresentadas como sendo as balsas construídas com o financiamento eram, na verdade, barcos antigos, construídos muito antes da concessão da operação e anteriormente registrados sob outras denominações na autoridade naval. Algumas dessas embarcações teriam recebido apenas pintura nova e o acréscimo de algarismos romanos para simular serem nova balsas, como, por exemplo, “Sudoeste” para “Sudoeste I” e “Arauaia” para “Arauaia II”. Além disso, há depoimentos dos principais envolvidos, colhidos pela Polícia Federal e pelo Senado Federal, em que confessam que as balsas não foram construídas.

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