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Juízes gaúchos se mobilizam contra critérios de escolha de cargos no STJ

Juízes gaúchos se mobilizam contra critérios de escolha de cargos no STJ

Juízes gaúchos, representados pela Ajuris (Associação dos Magistrados do Rio Grande do Sul), iniciaram uma mobilização contra o que definem como adoção de "critérios políticos" para o preenchimento de cargos no STJ (Superior Tribunal de Justiça): a resolução nº 3, do último dia 26, pela qual o presidente do STJ, Edson Vidigal, abre a possibilidade de indicar desembargadores estaduais e federais para atuarem na condição de ministros adjuntos do tribunal.

Juízes gaúchos, representados pela Ajuris (Associação dos Magistrados do Rio Grande do Sul), iniciaram uma mobilização contra o que definem como adoção de “critérios políticos” para o preenchimento de cargos no STJ (Superior Tribunal de Justiça): a resolução nº 3, do último dia 26, pela qual o presidente do STJ, Edson Vidigal, abre a possibilidade de indicar desembargadores estaduais e federais para atuarem na condição de ministros adjuntos do tribunal.

O primeiro passo da Ajuris será, na semana que vem, propor à AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) que entre com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra a medida.

De acordo com a Ajuris, a Loman (Lei Orgânica da Magistratura), em seu artigo 117, é específica na questão de composição de quórum de julgamento. ”Na ausência de critérios objetivos, a convocação far-se-á mediante sorteio público, realizado pelo presidente da Câmara, Turma ou Seção Especializada”, diz a regra.

O presidente da Ajuris, Carlos Rafael dos Santos Júnior, diz que ”a medida do presidente Edson Vidigal viola o princípio do juiz natural e desrespeita a Loman, privilegiando a indicação política, o que não é desejável”.

”Trata-se de uma flagrante ilegalidade. O juiz natural é o previsto em lei, e é a esse que as partes devem se encaminhar”, disse ele.

A entidade dos juízes gaúchos também tem questionado o critério de composição do STF (Supremo Tribunal Federal), cujos ministros são indicados pelo presidente da República, com posterior homologação do Senado.

Segundo a Ajuris, o STF tem excessiva vinculação com o poder político.

Em outubro do ano passado, essa situação foi levada ao conhecimento do relator especial da ONU sobre independência de juízes e advogados, Leandro Despouy, que esteve em Porto Alegre. A entidade defende que os três Poderes participem da escolha dos ministros do STF e que os magistrados de carreira tenham participação garantida na corte.

O STJ, por meio da sua assessoria de imprensa, diz que as convocações ocorrerão quando o acúmulo de processos assim o exigir.

Os ministros adjuntos atuarão, por tempo determinado, como auxiliares no julgamento de recursos especiais e agravos de instrumento distribuídos aos ministros, que devem indicar os escolhidos e enviar solicitação à presidência, acompanhada de justificativa sobre a conveniência e necessidade da medida.

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