O presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Roraima, desembargador Mauro Campello, afirmou hoje, em Manaus, que o juiz da 1ª Vara Federal de Roraima, Helder Girão Ferreira, agiu com “conduta parcial”. O juiz expediu os mandados que resultaram na prisão pela Polícia Federal da mulher e da sogra de Campello e de outras cinco pessoas.
“Nós vamos modificar todo esse quadro”, disse Campello. “Esperamos apenas que o TRF [Tribunal Regional Federal] da 1ª Região [em Brasília] aja com rigor nesse caso para apurar essa conduta, que é uma conduta parcial e motivada por sentimentos institucionais e corporativistas do doutor Helder”, afirmou.
Ele não quis entrar em detalhes sobre a motivação da suposta conduta parcial do juiz. Por meio de sua assessoria, Helder Girão Ferreira disse que não iria comentar as declarações do desembargador. Os dois romperam relações no ano passado, após uma discussão no pleno do TRE.
Campello disse que desconhecia o teor da investigação da Operação Pretorium. “Não sabemos de nada. Não foi solicitada a oitiva de funcionários, documentos, nada, nada. Não recebi a cópia da decisão. Não sei qual o motivo da prisão”, disse.
Ele afirmou também que a prisão de sua esposa comprometeu sua carreira profissional. No próximo dia 17, o desembargador assume a presidência do Tribunal de Justiça de Roraima, cargo para o qual foi eleito no ano passado. “Com certeza essa prisão arranha a minha imagem de magistrado”, afirmou.
Os advogados dos outros presos não foram localizados pela reportagem. Segundo a PF, alguns deles anunciaram que iriam pedir a liberdade preventiva de seus clientes.