Ex-presidente da Assembléia do Espírito Santo é acusado de comandar esquema que desviou dinheiro da Casa por meio de um contrato superfaturado de seguro. Outras seis pessoas também foram punidas. Apontado como um dos chefões do crime organizado no Espírito Santo, o ex-presidente da Assembléia Legislativa capixaba José Carlos Gratz foi condenado ontem a 15 anos de prisão, em regime fechado. Ele é acusado de ter firmado um contrato superfaturado de seguro para o prédio do Legislativo, no valor de R$ 494 mil. A sentença foi assinada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Vitória, Marcelo Loureiro. Ainda cabe recurso à decisão judicial.
Outras seis pessoas também foram condenadas no mesmo processo. O ex-diretor da Assembléia André Nogueira vai ficar preso, em regime fechado, durante 11 anos e seis meses. O ex-procurador-geral da Casa João Marcos Lopes de Farias e a mulher dele, a procuradora da Assembléia Ana Maria Rangel, ficarão na cadeia por sete anos e seis meses, cada um, em regime semi-aberto.O sócio da Corretora Roma, Francisco Perrout, e o presidente da Associação dos Servidores da Assembléia Legislativa, Saturnino Manoel Faustino dos Santos, também foram condenados. A pena foi de seis anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto.
Em depoimento à Justiça, Nogueira confessou participação no desvio de verbas públicas e revelou como funcionava o esquema. Segundo ele, Perrout, teria repassado para Gratz R$ 300 mil referentes ao contrato de seguro por meio de 30 cheques. Nogueira afirmou ainda que os recursos teriam sido utilizados para pagar dívidas ao empresário Carlos Guilherme Lima, apontado pelo Ministério Público como o braço financeiro da “máfia capixaba”.