“A marca dos pioneiros desenvolvida e perpetuada” – é com o presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, conselheiro José Marques Mariz, definiu os avanços que fazem da Corte paraibana uma referência nacional. Seu comentário foi ouvido, na manhã desta terça-feira, durante as comemorações pelos 34 anos de criação do TCE, evento que consistiu no hasteamento de bandeiras, cântico do Hino Nacional pelo Coral de Servidores e visita ao prédio de três pavimentos já praticamente concluído em área anexa.
Citando, um a um, os primeiros membros do Tribunal, o conselheiro Mariz ressaltou que todos foram cuidadosamente escolhidos para a missão que hoje rende a admiração e o respeito, inclusive, de instituições similares instaladas em pontos diversos do País.
“Tenho ouvido, dentro e fora da Paraíba, nos encontros de que participo, referências elogiosas ao Tribunal de Contas do Estado. Acompanhei, ainda na presidência da Saelpa, a sua instalação pelo governador João Agripino e sei dos cuidados e zelo na escolha dos primeiros membros. A marca da austeridade e seriedade que hoje podemos exibir advém desses pioneiros”, disse o conselheiro Mariz.
Em seu curto pronunciamento, ele também falou do processo democrático de formulação das ações estratégicas para o biênio 2005/2009, com o aproveitamento de sugestões oferecidas por todos os setores do Tribunal, desde o corpo de conselheiros aos quadros de auditores, procuradores e funcionários.
Instalado em 1º de março de 1971, o TCE nasceu da Lei 3.627, de 31 de agosto de 1970, sancionada por João Agripino que, em janeiro do ano seguinte, também remetia expediente ao Diário Oficial do Estado com a indicação do primeiro quadro de conselheiros.
Detentor de dois certificados ISO de Qualidade conferidos pelo Bureau Veritas Quality International (BVQI), organismo com sede em Londres e chancela em mais de 150 países, o Tribunal de Contas do Estado tem hoje, sob sua jurisdição, cerca de 600 órgãos públicos. Juntos, eles geraram, no ano passado, 7.051 processo e 8,4 mil documentos.
Hoje, contando com apenas 360 servidores (contingente de que já dispunha quando a Paraíba possuía 171 municípios), o TCE busca a celeridade por meios que incluem o reordenamento de processos, a reorientação de seus quadros e a utilização mais ampla dos recursos da informática.