seu conteúdo no nosso portal

Justiça seqüestra bens de dono do Banco Santos

Justiça seqüestra bens de dono do Banco Santos

O Ministério Público Federal em São Paulo, em conjunto com a Polícia Federal, cumpriu ontem pela manhã mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a pedido do MPF, contra o dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira.

O Ministério Público Federal em São Paulo, em conjunto com a Polícia Federal, cumpriu ontem pela manhã mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a pedido do MPF, contra o dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira.

A mansão e as obras de arte de Edemar, guardadas em sua galeria particular no Morumbi, em um depósito no Jaguaré, em São Paulo (onde o banqueiro mantinha uma reserva técnica com milhares de obras) e na sede do Banco Santos, foram seqüestrados. Isso significa que todos estes bens não podem ser vendidos ou negociados pelo banqueiro.

Os procuradores da República Silvio Luís Martins de Oliveira e Anamara Osório Silva de Sordi acompanharam a busca e apreensão, da qual participaram 25 policiais federais. O procurador explicou que um dos próximos passos das investigações é a quebra do sigilo bancário de empresas e pessoas ligadas a Edemar e ao Banco Santos.

“As investigações acontecem desde de dezembro e a suspeita é a de crimes de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro”, disse o procurador.

Na busca também foram apreendidos documentos, cerca de R$ 70 mil, US$ 3,4 mil, uma barra de ouro e 15 computadores. Dois peritos em arte designados pela Justiça Federal acompanharam a operação. Agora eles estão preparando um inventário com tudo o que foi encontrado na casa.

O MPF espera que a análise do material apreendido traga elementos significativos para as investigações. Depois de lavrado o auto de apreensão, a PF abriu inquérito na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. A lei de lavagem de dinheiro prevê prazo de 120 dias para o término das investigações.

O seqüestro dos bens do banqueiro, estimados em milhões de dólares, não foi pedido para garantir fundos para os clientes do banco que não podem movimentar suas aplicações desde a intervenção do Banco Central na instituição. Segundo os procuradores, a coleção e a casa do banqueiro foram seqüestrados pois há elementos que indicam que dinheiro usado para adquirir esses bens advém de operações financeiras ilegais com fundos do banco.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico