O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo começa a pôr em prática nesta segunda-feira uma medida que terá resultados questionáveis e que deve prejudicar o trabalho de boa parte dos juízes da capital paulista, mas que, ainda assim, é elogiada pela maioria dos críticos. A situação paradoxal revela o grau de precariedade a que chegou o Judiciário no estado. Para tentar resolver o problema do acúmulo de processos no tribunal (segunda instância), o TJ vai criar Câmaras Extraordinárias de julgamento, compostas de juízes de primeira instância.
Para o mutirão, foram convidados apenas os juízes da capital (cerca de 500). Segundo o tribunal, 200 já aceitaram. Cada um receberá R$ 21 mil pelo trabalho de um ano.