seu conteúdo no nosso portal

Juiz ouve acusados de assassinar freira no Pará

Juiz ouve acusados de assassinar freira no Pará

O juiz titular de Pacajá (PA), Lucas do Carmo de Jesus, vai ouvir nesta terça-feira os três presos acusados de envolvimento no assassinato da missionária Dorothy Stang, ocorrido no dia 12 de fevereiro, em Anapu (PA). Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, e Amair Feijoli da Cunha, o Tato, serão interrogados no presídio de segurança máxima de Americano, em Santa Isabel do Pará, município próximo a Belém.

O juiz titular de Pacajá (PA), Lucas do Carmo de Jesus, vai ouvir nesta terça-feira os três presos acusados de envolvimento no assassinato da missionária Dorothy Stang, ocorrido no dia 12 de fevereiro, em Anapu (PA). Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, e Amair Feijoli da Cunha, o Tato, serão interrogados no presídio de segurança máxima de Americano, em Santa Isabel do Pará, município próximo a Belém.

Eles foram transferidos na quarta-feira, dia 2, de Altamira para o presídio de segurança máxima.

Bida

Acusado de ser o mandante do crime, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, continua foragido e negocia sua entrega –por meio de advogados– com a cúpula da Polícia Federal.

Para não atrasar a fase de instrução processual dos três acusados que já estão presos, Bida será julgado separadamente. O interrogatório do fazendeiro ficou para o dia 29.

Os quatro acusados foram denunciados pelo Ministério Público do Pará e vão responder por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima).

Laudo

Um laudo divulgado no último dia 8 pelo IML (Instituto Médico Legal) no Pará confirmou que o revólver calibre 38, encontrado na fazenda de Vitalmiro Bastos de Moura, no dia 22 de fevereiro, foi a arma usada para assassinar a missionária.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o revólver foi usado por Fogoió, acusado de ser o autor dos disparos. Depois de matar a freira e esconder a arma, o pistoleiro indicou o local à polícia.

Federalização

O deslocamento do caso da Justiça do Estado para a Justiça Federal será decidido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que já enviou ao Tribunal de Justiça do Pará um ofício solicitando informações sobre a morte da freira.

O procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, encaminhou no último dia 4 o pedido de federalização das investigações e do julgamento do assassinato de Dorothy.

A federalização ocorre quando há crime contra os direitos humanos e foi aprovada na reforma do Judiciário, no final do ano passado.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico