O ex-deputado federal Hildebrando Pascoal foi condenado na madrugada desta terça-feira a 25 anos e seis meses de prisão pelo tribunal do júri da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado.
O ex-parlamentar foi acusado de ser o mandante do assassinato do policial civil Walter José Ayala, em 1997. Outras cinco pessoas respondem pelo mesmo crime –três delas já foram ouvidas pela Justiça, sendo que duas foram condenadas durante o julgamento de hoje.
No primeiro dia do julgamento –iniciado na última terça-feira–, Hildebrando negou participação no assassinato. De acordo com a assessoria da Justiça Federal de Brasília, durante seu depoimento, o ex-deputado afirmou que as denúncias do Ministério Público foram “plantadas” pelo procurador da República Luiz Francisco de Souza, já que Pascoal e outros parlamentares entraram com uma representação contra o procurador.
Hildebrando Pascoal afirmou ainda, segundo informações da Justiça Federal, ter apontado irregularidades no Tribunal de Justiça do Acre.
O ex-deputado está preso desde setembro de 1999, acusado de envolvimento com o narcotráfico e de participação em um grupo de extermínio no Acre.
Acusados
O pistoleiro Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho, confessou ter assassinado o policial, mas negou que o ex-deputado tenha sido o mandante da ação. Segundo Raimundinho, o crime foi motivado por desentendimentos com o policial.
Já os outros dois acusados –Reginaldo Rocha de Souza e Alexandre Alves da Silva, o Nim– negaram qualquer envolvimento no assassinato. No entanto, segundo a Justiça Federal, Nim afirmou que Raimundinho teria lhe contado que cometeu o crime a mando de Hildebrando Pascoal.
Hildebrando está preso no presídio estadual de segurança máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco (AC).