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Ex-executivo-chefe da WorldCom é condenado nos EUA

Ex-executivo-chefe da WorldCom é condenado nos EUA

A Justiça Federal dos Estados Unidos condenou o ex-executivo-chefe da WorldCom, Bernard Ebbers, 63, pelo crime de fraude fiscal que levou a empresa à concordata em 2002. Ebbers foi condenado por conspiração, fraude de seguro e registros regulatórios falsos --o que pode lhe dar até 85 anos de prisão.

A Justiça Federal dos Estados Unidos condenou o ex-executivo-chefe da WorldCom, Bernard Ebbers, 63, pelo crime de fraude fiscal que levou a empresa à concordata em 2002. Ebbers foi condenado por conspiração, fraude de seguro e registros regulatórios falsos –o que pode lhe dar até 85 anos de prisão.

A condenação saiu mais de dois anos depois que uma auditoria revelou uma fraude contábil de US$ 11 bilhões, que virou um dos maiores escândalos de “maquiagem de balanço” dos EUA.

O júri rejeitou a alegação de Ebbers de que ele desconhecia que seus subordinados “maquiavam” a contabilidade da empresa. Ele vai aguardar em liberdade a sentença final, prevista para sair no dia 13 de junho. Nem Ebbers nem os jurados comentaram o veredicto.

A WorldCom opera hoje sob o nome MCI. No Brasil, a empresa foi controladora da Embratel até o ano passado, quando foi vendida à Telmex por US$ 400 milhões (R$ 1,09 bilhão).

Ebbers, um ex-leiteiro, transformou uma pequena empresa de telefonia no Estado de Mississippi na segunda maior provedora de ligações de longa distância nos EUA.

A MCI saiu do “Chapter 11” –capítulo da legislação americana que regulamenta as falências e concordatas– com a aplicação do seu plano de reestruturação, aprovado em 31 de outubro de 2003 pela Corte de Falências de Nova York.

O advogado de defesa do ex-executivo, Reid Weingarten, disse estar “extremamente desapontado”. “Continuamos a acreditar que não existe a mínima possibilidade de que ele tenha participado da fraude contábil”.

Weingarten disse que irá apelar da sentença. “Tivesse o júri tomado conhecimento de [outras] provas e muito provavelmente o resultado seria outro”, disse o advogado.

Acareação

O julgamento do caso acabou se tornando uma acareação entre as alegações de Ebbers e as do ex-chefe financeiro da empresa, Scott Sullivan. Sullivan seria um dos supostos colaboradores de Ebbers na fraude e foi a testemunha-chave nas investigações.

Em seu testemunho, Sullivan disse que Ebbers lhe ordenou que ocultasse os registros de gastos da empresa e pediu que os ganhos fossem inflados para atender às expectativas do mercado financeiro.

Sullivan afirmou que Ebbers o mandou “derrubar os números”, o que resultou na ocultação do pagamento de US$ 3,8 bilhões (R$ 10,4 bilhões) de tarifas a outras companhias telefônicas para usar suas linhas.

Enron

A decisão pode leve ao tribunal os ex-dirigentes da gigante americana do setor de energia Enron, Kenneth Lay e Jeffrey Skilling.

A Enron pediu concordata em dezembro de 2001, após ter sido alvo de uma série denúncias de fraudes contábeis e fiscais. O lucro e os contratos da Enron foram inflados artificialmente. A investigação indicou que ex-executivos, contadores, instituições financeiras e escritórios de advocacia foram responsáveis direta ou indiretamente pelo colapso da empresa.

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