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As mulheres já são maioria

As mulheres já são maioria

As mulheres estão ocupando um espaço cada vez maior no Direito. Só em São Paulo, entre os 250 mil inscritos na OAB-SP, 52% são do sexo feminino. A primeira mulher advogada — Maria Augusta Saraiva — formou-se há 102 anos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Desde então, o aumento é expressivo nas mais diversas áreas, principalmente no Direito da Família, Societário e Trabalhista.

As mulheres estão ocupando um espaço cada vez maior no Direito. Só em São Paulo, entre os 250 mil inscritos na OAB-SP, 52% são do sexo feminino. A primeira mulher advogada — Maria Augusta Saraiva — formou-se há 102 anos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Desde então, o aumento é expressivo nas mais diversas áreas, principalmente no Direito da Família, Societário e Trabalhista.

Entre os advogados que estão na ativa no País, 43,5% são mulheres, segundo dados do Conselho Federal da OAB. E, de acordo com a última pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo (Seade), a participação feminina no mercado de trabalho em 2003 já era de 55,1%.

Para a vice-presidente da OAB-SP e sócia do Approbato Machado Advogados, Márcia Regina Machado Melaré, a presença feminina vem crescendo e isso era esperado pelo fato de o salário da mulher ter se tornado necessário para a manutenção do lar. “Antigamente falava-se em guarda compartilhada; agora, as obrigações residenciais também são compartilhadas”, justifica ao comentar que o marido faz compras enquanto ela faz a manutenção do carro. Isso, segundo ela, fica evidente na Advocacia e exemplifica: dos 30 sócios do escritório Approbato Machado, 26 são mulheres.

Márcia acredita que essa situação, entretanto, esteja mais concentrada nas classes sociais mais altas. “Ainda falta investimento em educação para as classes mais baixas”, diz.

Em contrapartida, a participação do chamado “sexo frágil” nas entidades de classe ainda não é significativa. A OAB-SP tem 55 conselheiros, dos quais somente dez são do sexo feminino. O mesmo acontece na diretoria, composta por cinco advogados e uma única mulher (a própria Márcia). A vice-presidente da secional paulista vai além e diz que a maioria das subseções do Estado é presidida por homens. Uma de suas “bandeiras” na vice-presidência é despertar a consciência política e a participação mais efetiva das mulheres nas entidades de classe. “O sexo feminino tem uma visão política mais ampla, até por conta da vaidade em ter um bom desempenho nas funções”, afirma.

Os escritórios de Advocacia não são os únicos com presença feminina em massa. Na carreira pública elas também estão ocupando o lugar dos “marmanjos”. Exceção feita ao TJ-SP, onde apenas oito dos 338 desembargadores são mulheres.

Entre os bacharéis que prestaram a segunda fase do 125º Exame de Ordem a opinião é unânime: “É o progresso natural”, disse Karen Cassine acreditando que “as mulheres são mais determinadas para alcançar as metas”. Exemplo disso é a candidata Márcia Conceição Dias, 37 anos, que teve de ir prestar a prova acompanhada de três de seus cinco filhos (Dayane, 19 anos; Bruno, 15; Gabriela, oito; Anna, três; e Amanda, três meses, que ela teve de amamentar de hora em hora, mesmo durante o Exame). Os dois filhos mais velhos cuidavam da recém-nascida, enquanto a mãe fazia a prova. Márcia, que se formou em 2001, não prestou o exame na ocasião também por estar com uma recém-nascida (Anna)

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