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Investigação revela contas fantasmas de brasileiros no exterior

Investigação revela contas fantasmas de brasileiros no exterior

A Receita Federal identificou 7,8 mil contribuintes brasileiros que realizaram 131 mil remessas de dinheiro para o exterior utilizando a conta fantasma Beacon Hill Service Corporation (BHSC). A lista, enviada à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), constatou irregularidades praticadas por 3,4 mil pessoas físicas e jurídicas. Esses foram representados pela Receita — assim, o órgão espera devolver aos cofres públicos mais de US$ 800 milhões.

A Receita Federal identificou 7,8 mil contribuintes brasileiros que realizaram 131 mil remessas de dinheiro para o exterior utilizando a conta fantasma Beacon Hill Service Corporation (BHSC). A lista, enviada à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), constatou irregularidades praticadas por 3,4 mil pessoas físicas e jurídicas. Esses foram representados pela Receita — assim, o órgão espera devolver aos cofres públicos mais de US$ 800 milhões.

Os envolvidos faziam parte de um grupo acusado de ter movimentado, entre os anos de 1997 e 2002, US$ 20 bilhões em remessas ilegais de dinheiro para o exterior. O esquema foi desarticulado na mais recente operação da Polícia Federal de repressão à evasão de divisas e lavagem de dinheiro, denominada Farol da Colina, que envolveu 800 policiais em sete estados. Foram expedidos 208 mandados de busca e apreensões em empresas ligadas a doleiros, tendo sido efetuadas 64 prisões.

A partir da operação, a PF e a Receita Federal iniciaram o levantamento de identificação fiscal dos contribuintes que movimentaram dinheiro na conta fantasma Beacon Hill. Das 131 mil movimentações constatadas, foi possível, até agora, identificar 31% das transferências — no caso os depositantes e os favorecidos —, o que eqüivale a 40,8 mil operações.

Exclusão

Foram analisadas 60 subcontas ligadas a Beacon Hill. Porém foram excluídas da base de dados dos investigadores as contas internacionais, já que não poderiam ser representadas pela Receita Federal. Ficaram de fora, por exemplo, contas como a Midler e a Tucano, que juntas movimentaram mais de US$ 800 milhões.

Através das subcontas ligadas à BHSC, os investigadores chegaram a identificar cerca de 80 doleiros que, entre 2000 e 2002, foram responsáveis por movimentações financeiras em diversas contas e subcontas mantidas na Beacon Hill. Assim, chegou-se também às empresas em que os doleiros faziam as movimentações financeiras, como casas de câmbio, factorings e agências de turismo.

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