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Carta alertou juiz capixaba sobre colega suspeito

Carta alertou juiz capixaba sobre colega suspeito

Uma carta escrita em 2003 e recebida pelo juiz Alexandre Martins de Castro Filho antes de seu assassinato complicou ainda mais a situação do juiz Antônio Leopoldo Teixeira, suspeito de ser o mandante do crime do colega. Na carta, o autor, que não teve o nome divulgado, pedia a Martins e a mais dois juízes da Vara de Execuções Penais que tomassem cuidado porque estavam sendo vigiados.

Uma carta escrita em 2003 e recebida pelo juiz Alexandre Martins de Castro Filho antes de seu assassinato complicou ainda mais a situação do juiz Antônio Leopoldo Teixeira, suspeito de ser o mandante do crime do colega. Na carta, o autor, que não teve o nome divulgado, pedia a Martins e a mais dois juízes da Vara de Execuções Penais que tomassem cuidado porque estavam sendo vigiados.

Enviada a Martins por fax, a carta tem o carimbo da Vara Criminal, comprovando que foi recebida antes do crime, em 24 de março de 2003. No texto, o autor demonstra ter informações sobre uma quadrilha que vendia sentenças e que teria à frente Antônio Leopoldo. “Esse coronel tem todos os motivos para odiar vossas excelências e tenho conhecimento de que o próprio teria interesse na morte dos senhores, uma vez que o jogo de interesse dessa quadrilha foi desfeito…”, diz a carta.

A carta relata a amizade de Antônio Leopoldo com Heber Valêncio, um sargento da Polícia Militar que atuaria na venda de sentenças. O policial está preso e aguarda julgamento sob a acusação de envolvimento na morte de Alexandre Martins.

A carta foi incluída no inquérito que investiga os mandantes da morte do juiz. Antônio Leopoldo foi afastado da Vara de Órfãos e Sucessões pelo Tribunal de Justiça. Em entrevista, ele se disse inocente e afirmou que vai fazer revelações sobre o caso. Ontem, Antônio Leopoldo não foi encontrado em Vitória. Ele teria viajado para o interior.

O inquérito sobre os executores de Martins já foi concluído. O assassino confesso, Odessi Silva, e o comparsa, Giliarde Ferreira, foram condenados a mais de 20 anos de prisão. O inquérito sobre os mandantes foi enviado ao Tribunal de Justiça. O procurador de Justiça do Estado, José Paulo Calmon Nogueira, designou três promotores para analisar o caso.

— Se os indícios forem comprovados, não hesitarei em pedir a prisão preventiva do magistrado — disse Nogueira.

Ontem, no Tribunal de Justiça, em Vitória, houve um culto ecumênico para marcar os dois anos da morte de Martins.

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